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Maior Campeão, Flamengo busca domingo sua 21ª Taça Guanabara

Por Lucas Dantas/;Comunicação Flamengo
A primeira vez foi em 1970, sobre o Fluminense.

A primeira vez foi em 1970, sobre o Fluminense.

Taça Guanabara é uma coisa carioca. Não adianta tentar explicar. Só quem é do Rio, sabe. Tem toda a questão política por trás, o Estado que virou ex-tado, a cidade que já “mandou” oficialmente no país, o celeiro de craques do futebol e a taça que virou um símbolo na disputa do Estadual.

Todos os estados do país procuram há 100 anos a fórmula de disputa para decidir o melhor time local a cada ano. No Rio, inúmeras engenharias já foram criadas, mas ela sempre esteve lá. A Taça Guanabara nunca foi esquecida ou desprezada. É o primeiro título do ano, a primeira volta olímpica, a primeira alegria e garantia de zoação na segunda-feira útil que vem a seguir.

Desde 1965, seja como turno seja como campeonato à parte, a Taça Guanabara dá o ar de sua graça. Possui um glamour único carioca. É exclusiva demais, diferente das demais. Já conquistada pelos quatro grandes do Rio, um time lhe dá especial atenção desde sua criação: o Flamengo.

Maior campeão disparado da Taça, com 20 conquistas, o Flamengo entra em campo no próximo domingo buscando sua 21ª volta olímpica com a GB nas mãos.

A primeira vez foi em 1970, sobre o Fluminense. Não foi exatamente uma final, mas um grupo único com seis times, onde o Mengão terminou na frente com nove pontos, um a mais que o rival tricolor. No derradeiro jogo, no Maracanã, empate em 1×1, com Fio Maravilha marcando para o Mais Querido. Mais de 100 mil pessoas viram ao vivo aquela partida que seria o piloto de uma história de sucesso. A foto que ilustra essa matéria é a desta equipe, comandada por Dorival Knipel, o Yustrich.

Em pé: Murilo, Adão, Washington, Tinho, Zanata e Paulo Henrique; Agachados: Ademir, Liminha, Adãozinho, Fio e Arílson.

Depois da primeira, abriu a porteira e o Flamengo foi colecionando taças, foi pentacampeão de 1978 a 1982, e abriu tanta vantagem que nunca mais foi alcançado, pelo contrário.

Relembrando

Algumas dessas taças foram especiais. Não apenas por fazerem parte da história de glórias do clube, mas também pelas circunstâncias do jogo em si.

Aquele gol do Tardelli no último minuto em 2008. O oportunismo de Romário em 1995. A bola que mudou de ideia na cobrança de Cássio, em 2001. A consagração de Roger em 2004. Durante a semana, relembraremos algumas dessas partidas, para ir aquecendo os motores para domingo.

São muitas lembranças. O último troféu foi em 2014, contra o Botafogo e lá se vão quatro anos sem essa volta olímpica.

Reedição

O próximo domingo verá uma final repetida em muitos aspectos. Flamengo e Boavista repetirão a final de 2011, inclusive no mesmo palco.

No dia 27 de fevereiro, mais de 40 mil torcedores estiveram no Estádio Nilton Santos para ver Ronaldinho Gaúcho marcar um golaço de falta aos 27 do segundo tempo e garantir a taça para a Gávea.

A partida vai começar às 17h e o Flamengo estará na disputa de sua 21ª conquista. Insuperável no Rio, para se distanciar ainda mais dos rivais.

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