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A Fé, a razão e o cérebro

O “Cérebro humano” é ainda um mistério no campo da Ciência. E sua relação com a Fé continua sendo motivo de estudos e de observações. A palavra “Fé” tem origem na língua latina “fidis”, que quer dizer “ter confiança”, “acreditar”.  é a convicção de que algo seja verdade, mesmo sem a prova desta existência, mas apenas baseado na total confiança por parte de quem crê.  Por outro lado, a Razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir suas ideias. Mas, desde a antiguidade, há um imenso conflito entre Fé e Razão Na cultura ocidental, o antagonismo e o embate existente entre a  (crença religiosa) e a Razão (capacidade intelectual de pensar) tornaram-se evidentes desde muito tempo.

Os Filósofos gregos, como Pitágoras, Heráclito e Xenofonte, desacreditavam na religião e, dessa forma, marcaram a ruptura entre a Razão e a Fé. Por isso, por muito tempo, a Fé e a Razão se estranharam, vivendo em mundos apartados. Atualmente, porém, a Filosofia e a Teologia começaram a se conhecer e dessa união surgem respostas e explicações sobre a nossa capacidade de acreditar, independentemente da existência de prova naquilo que o homem não tem explicação.

Principalmente, no interior dos hospitais, a exemplo de experiências observadas na Inglaterra, a Fé tem sido a “força vital” no tratamento de doenças graves e crônicas. De acordo com o professor de neurocirurgia e de psiquiatria da Faculdade de Medicina de São Paulo (Hospital das Clínicas), Dr. RAUL MARINO JR, “Não pode haver desarmonia entre Razão e Fé, uma deve servir de auxílio à outra. Essa cooperação é a principal função da teologia. (…) Somente a Fé pode nos fazer crer naquilo que não vemos, dando-nos certeza sobre aquilo em que cremos e permitindo-nos entendê-lo, pois a Fé é o princípio determinante de toda a teologia, sendo a Palavra da revelação sua principal e única fonte”. (in A Religião do Cérebro. 2ª ed. 2005. São Paulo: Editora Gente). E para ilustrar seu pensamento analítico e crítico, baseado em conhecimentos pessoais e técnicos, Dr. Raul Marino Junior cita a passagem bíblica de ISAÍAS (cap. 48, versículos 6 a 8), que diz: “Ouviste e viste tudo isso, e tu não hás de anunciá-lo? Desde agora te faço ouvir coisas novas, coisas ocultas que não conhecias. Foram criadas agora, e não em tempos antigos, até o dia de hoje nada tinhas ouvido a respeito delas, para que não dissesses: “ora, isto eu já sabia”. Mas tu não só não tinhas ouvido; antes, também não o sabias; há muito que os teus ouvidos não estavam atentos; com efeito, eu sabia que agias com muita perfídia e que desde o berço te chamavam rebelde”.

Na opinião deste neurocirurgião e psiquiatra paulista, reconhecidamente como um dos mais importantes cirurgiões deste país, que já realizou pesquisas no Brasil, nos EUA e no Canadá, “o cérebro humano tem 100 bilhões de células nervosas conectadas, semelhante uma orquestra, onde cada  neurônio trabalha individualmente e de forma harmoniosa e que juntos regem a nossa vida”. Diz o médico brasileiro, “o cérebro armazena  é capaz de gerar funções que podem ser explicadas pela neurologia. Quer dizer, como é que o cérebro funciona para que o indivíduo possa ter sua consciência, possa saber o que é alma, o que é espírito, o que é vontade, o que é fé.

Acreditamos que a fé está toda controlada por esta ‘coisa’. Por esta rede de neurônios que são células cerebrais que dão ao homem uma coisa que os animais não têm: a capacidade de pensar abstratamente, criar uma metafísica, criar um sistema filosófico, espiritualizado de religião.

Quando o homem começa a se dar conta que ele não é só matéria, que ele deve ter algo por trás, um sopro qualquer que dá a vida pra ele – ele não sabe como surgiu – não adianta você querer explicar as coisas só pela ciência”, finaliza Dr. Raul Marino Junior. Inclusive, este notável o neurocirurgião gosta sempre de citar a sabedoria do indiano Rabindranath Tagore (1861-1941), poeta, escritor e músico, que diz “a revelação do infinito no finito é o motivo de toda a criação”. Portanto, aqueles que negam a existência de um Deus uno, onisciente e onipotente, abalam os mais sublimes, profundos e nobres impulsos da alma humana. Pois, como afirmou Blaise PASCAL (1623-1662), matemático, físico e filósofo francês, “o ateísmo é uma enfermidade da alma”.

Quando o homem perde a fé em Deus não é devido aos argumentos (não importa a lógica aparente com que se apresente a sua negação), mas “a algum desastre, traição, ou negligência íntimos ou algum ácido corrosivo destilado em sua alma que dissolveu a pérola de grande preço.” Pensemos nisso! Por hoje é só.

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