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Homenagem ao desconhecido Ronaldo Teixeira

Por Arnaldo Niskier

Distração ou nervosismo, o fato é que tenho sido vítima de alguns enganos em eventos de que participei.

A primeira lembrança é de 1972, logo depois de concluído o governo Negrão de Lima.  Ele era muito amigo do professor Candido Mendes de Almeida, que resolveu homenagear o grande homem público mineiro.  Fez  uma reunião na sede da Praça XV e convidou alguns ex-Secretários de Negrão de Lima, entre os quais eu me encontrava.  Sentei ao lado de Júlio Catalano, que foi Chefe da Casa Civil, e que era um homem muito bem humorado.  Candido pegou o microfone, após a solenidade, e agradeceu as personalidades presentes.  Quando chegou a minha vez (eu era professor da Faculdade de Administração da Candido Mendes) proclamou a plenos pulmões: “Agradeço a presença do professor Ronaldo Niskier”.  Não aguentei o equívoco e, bem alto, disse: “Obrigado, professor Candido Mendes de Oliveira”.  Ele se assustou: “De Almeida”.  Eu completei, para riso geral: “Eu também não sou Ronaldo!”  Aí ele se corrigiu, enquanto Júlio Galdeano se divertia: “Vai ser conhecido assim no inferno!”

Outra lembrança é de 1982.  Na condição de Secretário de Estado de Educação e Cultura, fui de carro até a cidade de São Sebastião do Alto (três horas de estrada), para receber uma homenagem dos alunos da rede pública.  Ao chegar fui muito cumprimentado.  Os alunos, dignamente formados no pátio da escola, receberam a instrução da diretora: “Atenção, alunos, estamos tendo o prazer de receber a visita do Secretário de Educação professor…! Fez-se uma pequena pausa e a garotada berrou:  “Ronaldo Niskier”.  Fiquei constrangido para dizer que era Arnaldo e não Ronaldo.

Quando pensei que isso não mais se repetiria, aconteceu coisa pior, na semana  passada, na posse do advogado Aurélio Wander Bastos, na Academia Brasileira de Letras Jurídicas.  Logo no começo, proclamou: “Quero agradecer a presença entre nós do professor Arnaldo… Teixeira”.  Aguentei firme o olhar bem-humorado de alguns advogados meus amigos, que se encontravam na plateia.  O que fazer?  Lembrei dos casos anteriores e resolvi que a minha forra seria escrever esta crônica, em homenagem ao desconhecido Ronaldo Teixeira.  Assim fica tudo zero a zero.

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