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O Brasil real

Pesquisa divulgada pela colunista do Valor Econômico, Maria Cristina Fernandes, mostra um retrato das grandes maiorias do Brasil.

Expõe igualmente aquilo que muitos acham sobre as agendas de setores esclarecidos, determinados estratos médios que habitam o mundo das chamadas “nuvens digitais”.

Esses segmentos movidos pelas narrativas pautadas através da grande mídia global e suas congêneres nativas hegemônicas, adotam o discurso do “politicamente correto” com as suas diversas variáveis.

Mas a grande verdade, constatada nessa e outras pesquisas, é que eles não entendem as grandes maiorias que compõem o Brasil nas confusas classificações sobre as classes sociais no País.

Para o Brasil real as questões são outras, dizem respeito às suas necessidades prementes, angústias que atingem seus cotidianos na vida dura das suas existências.

Eles podem não ser “cultos”, não frequentam os estratos acadêmicos descolados, com as pautas do discurso mundializado da nata intelectual que em todas as partes raciocinam, quase, as mesmas coisas, em bloco.

As grandes maiorias, diz a pesquisa, sabem da realidade em que estão afundados até o pescoço. Fala a jornalista: se fosse verdade que há um Brasil que não cabe no PIB, há outro que dele encontra-se excluído. E o governo Temer aprofundou esse fosso.

A visão é de vulnerabilidade, desemprego, violência, queda no consumo, baixa autoestima. A educação é fundamental: “nasce lá em Vila Nova Cachoeirinha e vê se a escola tem a qualidade da escola de gente rica”, fala uma pesquisada.

Uma outra entrevistada: “menos Estado? Já falta tudo, para faltar mais o que?”.

Diz uma moradora da periferia de Recife: “eles não sabem o que é ter um filho com asma, ter que pegar ônibus, metrô e um trem para ficar na fila do hospital”.

As maiorias são indiferentes à guerrilha de ódio nas redes sociais entre o “politicamente correto” e seus contrários também intolerantes.

Setores “esclarecidos” desprezam a cultura do povo brasileiro, “não estão prontos para seus enunciados ideológicos definitivos”. Já os outros dizem que eles não têm “capacidade para rejeitar os políticos podres”.

Mas é o contrário. Esses é que desconhecem suas aspirações, sentimentos, dramas. É inadiável um projeto que unifique os brasileiros rumo ao desenvolvimento econômico e a soberania plena.

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