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Outros tempos

Em 1963 a comédia norte-americana Deu a Louca no Mundo, em inglês It’s a Mad, Mad, Mad, Mad World do diretor Stanley Kramer foi sucesso de bilheteria no Brasil e em todo o mundo, transformando-se num clássico.

Trata-se de uma história hilária sobre pessoas que ficam sabendo de uma fortuna roubada por gângsteres que sofrem um acidente automobilístico fatal em uma estrada, deixando um mapa do dinheiro enterrado.

Daí que várias pessoas, famílias, indivíduos, policiais, iniciam uma tresloucada corrida, atravessando de carro metade dos EUA para ver quem se apoderaria do butim escondido.

Comparado ao tempo atual é um filme suave, ingênuo como quase tudo da época, mesmo com as sombras da Guerra Fria ameaçando o planeta, os golpes de Estado etc.

Hoje podemos afirmar que a ofensiva insana do rentismo parasitário vem promovendo uma verdadeira epidemia global de loucuras e terror, especialmente após a crise financeira em 2008.

Alguns Países como a China, Rússia, que mantiveram ou reconquistaram a soberania sobre seus interesses nacionais, adequaram-se aos outros desenhos da Nova Ordem mundial, tornaram-se atores de 1a grandeza na emergência do novo cenário geopolítico mundial.

Esses tempos atuais são distintos da bipolarização mundial da Guerra Fria. O País que não é dono do próprio nariz vira refém é da agenda da banca financeira global.

Já nos EUA a candidata Hillary Clinton que representa os interesses dos altos executivos de Wall Street, de grande parte das celebridades do show business, foi derrotada por Donald Trump, um destemperado bilionário eleito pelo americano endividado, sem esperanças, desempregado, casa hipotecada, longe do glamour da vida milionária, dos holofotes de Hollywood. Em séria crise, os EUA fraturaram ao meio.

Porém nesse novo cenário falta um ator que é o quinto maior País do planeta, detém papel geopolítico estratégico, imensas riquezas naturais e aos trancos e barrancos é a sétima economia mundial: o Brasil.

Mas o Brasil foi imobilizado pela hegemonia do capital rentista, a desqualificação e fragmentação do Estado nacional, a ausência de um projeto de desenvolvimento ousado, competitivo, tanto interno como externo. A centralidade do protagonismo geopolítico brasileiro, o desenvolvimento econômico são os desafios incontornáveis que temos pela frente.

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