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Diretoria de Teatros de AL abre exposições nesta terça-feira (5)

Por Redação com Agência Alagoas
; a outra é O Lado Invisível do Ser, que aborda coisas comuns como folha seca, beija-flor e pedra. (Foto: Paulo Caldas)

O Lado Invisível do Ser aborda coisas comuns como folha seca, beija-flor e pedra. (Foto: Paulo Caldas)

Rio Afogado e O Lado Invisível do Ser são as duas novas exposições que a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) abre nesta terça-feira (5), às 19h, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, anexo ao centenário palco alagoano, no Centro de Maceió.

A primeira mostra é um trabalho conjunto entre o artista visual Paulo Caldas e o fotógrafo Jorge Vieira e fala sobre o Riacho Salgadinho, hoje totalmente poluído, que corta o Vale do Reginaldo e deságua na praia da Avenida.

No Rio Afogado, Paulo Caldas apresenta 32 trabalhos e Jorge Vieira 22 fotos, em preto e branco, mostrando a complexidade do Salgadinho e a sua atual condição de esgoto a céu aberto.

Uma das exposições apresenta o Riacho Salgadinho, hoje totalmente poluído;  a outra é O Lado Invisível do Ser, que aborda coisas comuns como folha seca, beija-flor e pedra

Uma das exposições apresenta o Riacho Salgadinho, hoje totalmente poluído. (Foto: Jorge Vieira)

Segundo Vieira, foram dois meses de trabalho que muitas vezes precisou ser negociado com grupos que se consideram chefes da região do Vale do Reginaldo. “Não foi fácil fazer essas fotos. Trabalhei num clima muito grande de insegurança, mas a minha intenção era mostrar a situação do Riacho Salgadinho e dos habitantes do Vale do Reginaldo. A ideia é refletir sobre a possibilidade real de restaurar o Salgadinho”, explica ele.

Paulo Caldas diz que há mais de 20 anos vem acompanhando o que se tornou o Salgadinho. “Eu alcancei pessoas pescando nesse riacho. Esse meu trabalho foi inspirado no poema Salgadinho (um rio afogado), que eu escrevi há 25 anos sobre a degradação das águas do Salgadinho. E agora a ideia de falar sobre esse tema voltou nesse trabalho”, diz Caldas.

Já a mostra O Lado Invisível do Ser, como explica Paulo Caldas, traz 30 trabalhos do artista. “Trabalhei com coisas comuns como uma folha seca, um beija-flor e uma pedra, por exemplo, para mostrar que esses objetos podem ser vistos de outras formas”, explica o artista visual.

Artistas

Jorge Vieira começou sua produção criativa em meados dos anos 80, transitando por diversas manifestações artísticas, como pintura e cerâmica.

No ano passado, realizou sua primeira exposição fotográfica, Lagoa – o que faço com tudo isto?, em parceria com o artista visual Paulo Caldas. Suas fotos estão em galerias virtuais na Itália e Japão.

Já Caldas está em atividade há quase 40 anos e realizou 13 exposições individuais e 30 coletivas. O artista participou de feiras e eventos culturais em várias partes do Brasil, levando seu trabalho que une cores, traços e sons, criando um universo coeso e harmonioso.

As exposições Rio Afogado e O Lado Invisível do Ser, uma realização da Diteal, podem ser vistas no Complexo Cultural, ao lado do Teatro Deodoro, até o dia 15 de agosto de segunda a sexta das 8h às 18h, e nas quartas-feiras das 8h às 20h, com entrada franca.

Serviço:

Exposições: Rio Afogado e O Lado Invisível do Ser

Data: 5 de julho a 15 de agosto

Horário: de segunda a sexta das 8h às 18h.  Nas quartas-feiras das 8h às 20h.

Local: Complexo Cultural Teatro Deodoro – Rua Barão de Maceió, S/N –  Centro de Maceió

 

 

 

 

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