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Entrevista: Flávio Targino diz que se for eleito vai tirar Palmeira do atraso

Por Lucianna Araújo
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Flávio Targino, candidato a prefeito pelo PRTB

O nosso último entrevistado da série de entrevistas com candidatos à prefeitura de Palmeira dos Índios é o Flávio Targino, do PRTB e seu vice Zenício Neto, também do PRTB. Flávio está há seis anos na presidência do diretório municipal do partido, mas sua ligação com a política vem desde a infância, quando acompanhava seu bisavô, o vereador Zeca Paulo, em comícios e caminhadas pelo município.

Depois, continuou seguindo os passos do pai, José Oliveira Targino, o Zé Boneta, e o tio, que também foi vereador e vice-prefeito Vicente Targino. Na última eleição Flávio se candidatou a uma vaga na Câmara de Vereadores, mas não conseguiu se eleger. Este ano, seu nome foi escolhido pelo PRTB para compor a chapa que disputa a majoritária. Casado, pai de dois filhos e avô, ele explica como será sua administração, caso saia vitorioso no dia 2 de outubro que se aproxima.

Tribuna do Sertão (T.S.) – O que o motivou a concorrer à eleição para a prefeitura de Palmeira?
Flávio Targino (F.T.) – O que me motivou foi o fato de eu estar sempre acompanhado a política de Palmeira, desde a minha infância, por meio dos meus parentes, tanto da parte materna quanto da paterna. Vejo que Palmeira, há 127 anos, é governada pelas mesmas famílias, e que essas quatro, ou cinco famílias, colocaram o município no atraso. Percebo que essas pessoas não cuidaram da qualidade de vida dos palmeirenses e foi por ver isso que decidi aceitar esse convite. Cuidar da qualidade de vida das pessoas é um dos maiores objetivos da minha gestão, é o meu maior incentivo para concorrer à majoritária deste ano, além de tratar o dinheiro público com responsabilidade.

T.S. – Se for eleito, de que maneira o senhor cuidará da qualidade de vida dessas pessoas?
F.T. – Conheço a realidade de vida das pessoas de Palmeira. Até porque eu sou do povo. Conheço todos os bairros e povoados, a periferia, os bairros nobres. Quem mais precisa, realmente, não é assistido. Quando eu fui conselheiro tutelar, recebia várias pessoas e também denúncias de que os que mais precisam não tinham o mínimo para sobreviver. Nas visitas que eu fazia via que as pessoas não tinham nem o que comer. Não tinha água, energia elétrica, nem documentos. E deixavam de fazer parte dos programas sociais por não terem documentação. A prefeitura nada fazia para verificar isso, não colocava as equipes nas ruas para tentar mudar a realidade dessas pessoas. Já em outros locais, via pessoas empregadas, com posses, empresários, com cinco ou seis bolsas famílias dentro de casa. Isso é que me fez querer mudar essa realidade. Também quero cuidar da saúde dessas pessoas.

T.S. – Como o senhor vê a área de Saúde no município de Palmeira dos Índios?
F.T.- A saúde de Palmeira está na UTI há muito tempo. O agente de saúde faz o cadastro das pessoas, que chegam ao PSF quatro horas da manhã, mas distribuem apenas vinte fichas, quando a demanda é de cem ou duzentas pessoas para atendimento. Além disso, o médico vai trabalhar uma vez por semana. Depois de enfrentar essa fila enorme, não é atendido. Quando o médico passa a medicação, ou mesmo os exames, se você não tiver um vereador ligado ao prefeito, ou não tiver amizade com a primeira-dama do município de Palmeira, passa três, quatro meses, ou até mesmo um ano para ser assistido. Então, é essa trava que nós queremos quebrar e começar a fazer uma saúde preventiva nos postos de saúde, com mais agentes de saúde para dar cobertura às áreas, porque muitas vezes um só não é suficiente.

T.S. – A crise econômica que assola o Brasil inteiro tem provocado muitas demissões. O que a sua gestão poderá fazer para gerar emprego e renda em Palmeira dos Índios?
F.T. – A gente vê que o comércio de Palmeira está falido e prestes a fechar as portas. E isso é uma coisa muita grave porque o gerador de empregos da nossa cidade é o comércio. A Valedourado, que empregava muita gente, já fez várias demissões e está ameaçada de fechar também. Muitas empresas aqui chegaram e foram embora, para cidades de porte menor que a nossa, pois não temos água e nem energia de qualidade. O incentivo que o município dá para que essas empresas permaneçam é cobrar imposto alto. Inclusive, soubemos de informações que ainda cobram propinas para que essas empresas se instalem por aqui. Empresas que poderiam gerar quinhentos ou seiscentos empregos, com a construção delas, e depois empregos diretos, vão embora por falta de incentivo. Vemos que nossos jovens e nossos parentes vão embora para o Sul do país, sem perspectiva de voltar, arriscando a própria vida em cidades maiores e mais violentas, por aqui não tem oportunidade. Queremos dar incentivo para que essas empresas se consolidem aqui e que as pessoas não precisem sair de Palmeira para comprar no comércio de cidades vizinhas. Precisamos incentivar o comércio a vender a preços que atraiam o consumidor, diminuindo os impostos. Isso vai dar uma nova perspectiva a todos nós. Para isso, seria preciso convocar o Sindlojas e todos os comerciantes para que juntos buscássemos uma alternativa positiva. Com o apoio do governo municipal esses comerciantes podem voltar a ter o comércio de antigamente, com as pessoas comprando. Temos uma campanha de final de ano do comércio, com sorteio de prêmios, mas não vemos a prefeitura ser parceira nisso. Não dá suporte e nem prestigia. Na minha gestão, esses empresários serão prestigiados. E volto a dizer: tem que baixar os impostos para que o povo volte a comprar em Palmeira e que tenha geração de emprego e renda.

A cultura também gera emprego e renda, pois traz turistas para a cidade, que vão consumir a comida, a bebida, se hospedar em hotéis.

T.S. – O senhor acha que o município de Palmeira oferece ensino de qualidade? Por que?
F.T. – Temos andado muito pelo município e ouvido a população sobre o que tem de bom e de ruim em todas as áreas. O que tem de bom, na educação, é o funcionário e o aluno, mas as condições de trabalho são precárias. Nas propagandas dizem que ‘Palmeira tem a melhor merenda’, mas isso não é verdade. Já foi comprovado que em várias escolas as crianças ainda tomam aqueles ‘k-suco’ artificiais, que não tem nada a ver com o que o governo federal propõe. O transporte também está precário. Não temos muitos ônibus para crianças deficientes. A maioria está na garagem da prefeitura sem condições de funcionar, muitos com pneus ruins e com documentação atrasada. A educação deixa muito a desejar. Com relação aos cursos de nível superior, tem melhorado bastante. Lembro que quando eu era criança minhas tias tinham que ir morar fora para fazer faculdade. Hoje, Palmeira é um polo universitário, mas quando as pessoas conseguem se formar não têm emprego. Por isso insisto que a geração de emprego e renda tem que ser algo primordial para que as pessoas tenham mais dignidade e não terminem seus cursos e fiquem desempregadas.

Precisamos incentivar o comércio a vender a preços que atraiam o consumidor, diminuindo os impostos.

T.S. – Além da geração de emprego e renda, de que forma o seu governo poderia alavancar a Cultura do município?
F.T. – A cultura, em Palmeira está esquecida. A terra de Graciliano, que deveria ser mais divulgada para alavancar o turismo regional, está abandonada. Falta divulgação. Temos a Casa- Museu Graciliano, o Museu Xucurus, a Tribuna do Sertão, com o seu mini-museu que retrata vultos importantes da nossa história. Temos o Cristo do Goiti, que deveria ser revitalizado e se transformar em um atrativo turístico de grande porte, com restaurantes, lanchonetes, espaço para shows, conforto e segurança. Temos a feira do gado de Canafístula de Frei Damião, referência agropecuária e que deveria ser um grande ponto turístico. E as nossas festas populares? Essas estão esquecidas. Acabaram com todas. Acabaram como festival da Pinha, do Amendoim, do Caju, as festas de padroeira, de final de ano. E o Baile Macabro, que trazia gente de várias partes do país? Acabaram também. Palmeira está morta, culturalmente. Existe uma secretaria de Cultura só no papel, que não faz nada pela pasta. E outra, a cultura também gera emprego e renda, pois traz turistas para a cidade, que vão consumir a comida, a bebida, se hospedar em hotéis e comprar no comércio. Tivemos a Micaríndio, micareta de Palmeira dos Índios criada pelo ex-prefeito Helenildo Ribeiro, e que movimentou muito a cidade. Acabaram com tudo e nós pretendemos trazer tudo isso de volta.

T.S. – Se o senhor for eleito prefeito de Palmeira, qual será o seu primeiro ato com o prefeito?
F.T. – Vamos entrar com uma auditoria para ver como é que está a situação financeira do município. E após isso, meu primeiro passo será fortalecer a geração de emprego e renda. Vamos trabalhar com o comércio para ver a melhor forma de dar uma sacudida em Palmeira. Fazemos uma campanha “franciscana”, pé no chão e sem nenhum recurso financeiro. Temos um número muito grande de indecisos e estamos colocando a nossa campanha nas ruas agora, pois não temos dinheiro para material de divulgação. A nossa candidatura tem o cheiro do povo, sem recursos financeiros e que não está comprometida com grandes empresários e nem agiotas, mas sim focada nos anseios da população. O nosso tempo de rádio é curto, de apenas quinze segundos. A forma que temos de mostrar as nossas propostas é conversando com as pessoas, ouvindo essas pessoas e visitando as comunidades. Vamos fazer comícios relâmpagos nos bairros e pedimos que os palmeirenses conheçam mais a nossa candidatura e o nosso plano de governo. Tentaram tomar o nosso partido e fazer com que eu desistisse da candidatura, ou que eu fosse vice de alguém. Não temos condições financeiras, mas não coliguei com ninguém, para não atrapalhar o grupo proporcional, e não me aliei a grupos viciados. Outro tabu que vamos quebrar é que nós vamos chegar à prefeitura de Palmeira como uma oposição de verdade.

Zenício Neto, candidato a vice-prefeito pelo PRTB

Zenício Neto, candidato a vice-prefeito pelo PRTB

Zenício Neto compara a prefeitura de Palmeira dos Índios a um “barco à deriva”

 

O candidato a vice-prefeito, na chapa de Flávio Targino, é Zenício Neto. Há seis anos, ele integra o PRTB, mas estava afastado da política por conta da profissão. Advogado, ele tem quatro filhos, é casado e também é professor. Ele diz que se for eleito, na chapa “puro sangue”, vai trabalhar para dar mais dignidade às pessoas e fazer de Palmeira dos Índios um lugar melhor para todos. Confira nossa última reportagem com os candidatos à eleição majoritária do município palmeirense.

A caixa preta da prefeitura só vai ser aberta se entrar ali alguém diferente. Por isso as pessoas têm medo que pessoas como eu e o Flávio tenhamos acesso a isso.

Tribuna do Sertão (T.S.) – Como o senhor recebeu o convite para compor a chapa da majoritária com Flávio Targino?
Zenício Neto (Z.N.) – Após a confirmação do nome do Flávio Targino para a majoritária foi buscado dentro do próprio partido um nome para compor a chapa. Vi que o Flávio não queria ser prefeito de Palmeira por vaidade ou poder, mas sim porque tem um projeto para Palmeira e quer fazer com que Palmeira volte a ser a “Princesa do Sertão” e volte a ter destaque no cenário alagoano. Identifiquei isso e comprei a ideia mesmo sem dinheiro. O nosso problema é que não temos dinheiro para colocar a campanha na rua e poucas pessoas têm conhecimento da nossa chapa. Mas foram esse os itens que me levaram a aceitar o convite, que foi recebido por mim com muita alegria.

(T.S.) – Como o senhor pretende trabalhar ao lado de Flávio Targino, caso sejam eleitos?
(Z.N.) – O nosso objetivo é trabalhar por Palmeira dos Índios e para isso formamos uma parceria, ouvindo um grupo formado por mais de quarenta pessoas. Qualquer estratégia de campanha é ouvida pelo grupo. Vamos ouvir a população, pois Palmeira precisa dar um giro de 360 graus e nessa sacudida vai cair muita gente que não presta. O fruto podre cai.

Palmeira dos Índios, ainda hoje, é conhecida como a terra do amendoim sem produzir amendoim.

(T.S.) – Se os senhores forem eleitos, o que vão fazer por Palmeira que a atual gestão deixou de fazer?
(Z.N.) – O projeto que eu e o Flávio temos inclui muitos pontos, principalmente na área da saúde. E ela só vai funcionar 100% se outras áreas também funcionarem juntas. O recurso da saúde que vem para Palmeira é pouco para atender a demanda, mas com o projeto que nós temos de geração de emprego e renda, isso vai fazer com que aumente a arrecadação do município, e aumentando a arrecadação, vamos direcionar recursos para as áreas de saúde, educação, agricultura, fortalecimento do comércio e do turismo. Essas são as prioridades que nós temos hoje para Palmeira. O comércio local é um setor que está abandonado há muito tempo. O comércio tem que ser apoiado, mas também valorizado. Vamos supor que a prefeitura de Palmeira dos Índios seja um barco. O prefeito entra e deixa o barco à deriva. Ele faz um orçamento, mas não planeja. E fazer orçamento é planejar como você vai gastar o recurso. Outro problema que temos é que uma gestão não continua o trabalho que a outra gestão deixou. Mas nós não vamos fazer isso. Se identificarmos algum projeto que seja benéfico para Palmeira nós vamos dar continuidade a ele. Voltando ao problema da saúde, sempre digo nas nossas reuniões que os PSFs são importantíssimos nessa área. Os PSFs que foram elaborados e imaginados são totalmente diferentes dos que estão aí. O agente de saúde é uma peça fundamental dentro dos PSFs e sem ele nada funciona. Ele vai trabalhar mais, mas ele vai ser mais valorizado. Ele vai fazer o trabalho como deve ser feito: ir à casa das pessoas, identificar quem realmente precisa de atendimento, agendar a consulta para que o paciente seja atendido no dia e na hora marcada, sem enfrentar filas quilométricas. Outro dado que não se tem é a quantidade de pessoas que deixam de ser atendidas, que é fundamental para saber qual o posto que precisa de mais um médico, de mais uma enfermeira, o que precisa de uma assistente social e de um psicólogo. Porque não temos isso aqui. É um médico, um dentista e uma enfermeira e pronto. O médico precisa trabalhar com produção e a gente tem quer dar um incentivo. Tudo isso depende da geração de emprego e renda para sobrar mais recurso para a saúde. E isso a administração atual não planejou. Também há um desmerecimento ao palmeirense. O atual gestor traz muita gente de fora para trabalhar aqui. E pessoas que nem conhecem a nossa realidade, que vêm aqui para fazer um trabalho para ele e não para a população. Um secretário de saúde tem que conhecer a realidade do município. Não adianta trazer uma pessoa de São Paulo que, pois por mais competente que seja, não vai conseguir se integrar. Essa pessoa quando vem traz mais duas ou três pessoas de fora para montar a sua equipe, isso gera até um certo ciúme e as pessoas se afastam. Só as que possuem interesse se aproximam. E a gestão tem que ser uma corrente, com todos os elos ligados.

(T.S.) – Como seria feita essa geração de emprego e renda?
(Z.N.) – Antigamente a gente tinha que sair de Palmeira para estudar e fazer uma faculdade fora. Aqui, temos várias faculdades, mas quando as pessoas se formam ficam desempregadas. Aqui, existem várias áreas que podem gerar emprego, a exemplo do comércio, da agricultura, do turismo e da cultura. Vou citar um exemplo. Na década dos anos 70 a gente tinha a cultura do algodão e do amendoim, que hoje são produtos de exportação. Mas as pessoas só pensam nesses dois produtos visando um festival. Isso é muito pouco para se gerar dinheiro, porque é só aquele momento. O amendoim, segundo estudos, é um importante nutriente, usado em academias, e ele é para exportação. Hoje, o maior exportador de pasta de amendoim é a Argentina. E Palmeira dos Índios, ainda hoje, é conhecida como a terra do amendoim sem produzir amendoim. Então, qual é o plano? Revitalizar a cultura do amendoim voltada para a exportação. Alguém pode dizer que esse é um plano mirabolante, louco, mas não é. Nós temos em Igaci um empresário que exporta água para a China e o Japão. Então, porque não podemos colocar um produto no mercado voltado para a exportação? Não temos dentro da gestão uma pessoa que seja especialista em exportação e tenha capacidade para fazer esses contatos e vender. Hoje, no mercado, o frango é exportado, a carne bovina também. Então, por que não o amendoim? Na Paraíba, temos a cultura do algodão colorido. Se tivermos aqui um direcionamento para plantar o algodão, colher e ter um direcionamento e um escoamento da produção certos para vendê-lo, isso vai gerar emprego e renda. Além disso, é preciso capacitar as pessoas e qualificá-las. Temos várias escolas ociosas, à noite, que podem ser usadas para esse fim, com cursos profissionalizantes, inclusive oferecidos pelo sistema S, que pode ir até as localidades mais distantes para capacitar as pessoas que moram na zona rural. Isso não é coisa de outro mundo. Para isso, a prefeitura tem que ser parceira do povo. Outra coisa que queremos fazer é padronizar as barracas dos ambulantes, mas sem tirá-los do local. Não é viável tirá-los do Centro e colocá-los em outro lugar. A mesma coisa é com a feira. Basta padronizar sem tirar do lugar. É fazer uma coisa padronizada, com higiene e que fica até visualmente melhor.

(T.S.) – O que o senhor acha que pode ser feito para que Palmeira se torne um atrativo turístico?
(Z.N.) – O Helenildo Ribeiro teve uma grande ideia quando incentivou o empresário Zaqueu Leão a construir o hotel São Bernardo, pois naquela época Palmeira tinha tudo para ser a vitrine turística do interior de Alagoas. As pessoas chegavam em Maceió e eram direcionadas para cá, conheciam uma praça bonita, moderna para a época, tinham um hotel bonito para se hospedar e um teleférico, que por motivos técnicos não foi em frente. O Cristo do Goiti é uma atração à parte. Mas o que aconteceu? A pessoa que sucedeu o Helenido Ribeiro, a Maria José, não comprou a ideia e não vislumbrou o sonho do Helenildo, que era transformar Palmeira em um polo turístico. E o que aconteceu nos quatro anos que ela administrou Palmeira? Nada. O teleférico enferrujou e não prestou mais para nada. O outro gestor, Cordeiro, passou oito anos, e como era rival político do Helenildo, provocou ainda mais a situação e vendeu o ferro velho a um preço ínfimo. Esperamos que a atual administração termine a reforma que está fazendo na praça e que fique tudo bonito. Vamos dar um crédito. Não é porque somos adversários políticos que vamos desacreditar. Se ficar boa, parabéns para ele. Mas temos muitos hotéis, pousadas, e que podem até precisar de uma estrutura melhor. Mas sem fomentar o turismo fica difícil. Temos seis faculdades, escritores, novos talentos. Qual o problema de fazermos seminários, palestras, lançamento de livros e movimentarmos o turismo? A prefeitura tem que ser parceira nisso também, valorizar o que temos aqui. Temos mestre em sociedade indígena, que é o professor Adelson. Se ele faz um seminário aqui, já movimenta o turismo, a cultura e a educação, valoriza a cultura indígena, valoriza o artesanato, e isso poderia ser um calendário fixo, na semana do Índio. Temos duas missas de Frei Damião, que não recebem apoio nenhum da prefeitura e nada se fez para que a imagem dele ficasse por aqui. Isso também geraria renda com o turismo, pois as pessoas passariam a visitar Canafístula como se faz lá em Juazeiro, com Padre Cícero, mas ninguém brigou por isso. Temos o Carnaval, as festas juninas, o Natal e nada é feito. O comércio deveria fazer uma promoção de final de ano que contemplasse apenas quem comprasse aqui, e não aquela que contempla o estado inteiro. Geraria mais renda, mais turismo. Palmeira dos Índios está à deriva. A caixa preta da prefeitura só vai ser aberta se entrar ali alguém diferente. Por isso as pessoas têm medo que pessoas como eu e o Flávio tenhamos acesso a isso. Há 127 anos Palmeira é dominada pelos mesmos grupos políticos, voltados para os seus próprios interesses. Quero ser lembrado na história como um bom gestor, participativo e que deu a parcela de contribuição para que Palmeira dos Índios se eleve e retorne aos tempos áureos de ser chamada de “Princesa do Sertão” por merecimento.

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