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Estoque total de crédito sobe 0,4% em junho ante maio, para R$ 3,296 trilhões

O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,4% em junho ante maio, para R$ 3,296 trilhões, informou nesta sexta-feira, 26, o Banco Central. Em 12 meses, houve alta de 5,1%.

Em junho ante maio, houve elevação de 0,6% no estoque para pessoas físicas e alta de 0,1% para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre avançou 1,3% em junho, enquanto o de crédito direcionado apresentou baixa de 0,7%.

No crédito livre, houve alta de 0,7% no saldo para pessoas físicas no mês passado. Para as empresas, o estoque avançou 2,1% no período.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 47,2% na passagem de maio para junho.

As projeções do BC, atualizadas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho, indicam expansão de 6,5% para o crédito total em 2019. A projeção para o crédito livre este ano é de alta de 11,6%, enquanto a expectativa para o crédito direcionado é de alta de 0,4%.

Concessões

As concessões no crédito livre caíram 4,9% em junho ante maio, para R$ 311,2 bilhões, informou nesta sexta-feira, 26, o Banco Central. Houve avanço de 12,6% em 12 meses até junho.

No crédito para pessoas físicas, as concessões caíram 7,7% em junho ante maio, para R$ 168,2 bilhões. Em 12 meses até junho, houve alta de 12,3%.

Já no caso de pessoas jurídicas, as concessões caíram 1,4% em junho ante maio, para R$ 143,0 bilhões. Em 12 meses até junho, o avanço foi de 12,9%.

Juro médio no crédito livre

A taxa média de juros no crédito livre caiu de 38,5% ao ano em maio para 38,3% ao ano em junho. Em junho de 2018, essa taxa estava em 38,5% ao ano.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 52,9% para 53,2% ao ano de maio para junho, enquanto para pessoa jurídica foi de 19,5% para 18,7% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 320,9% ao ano para 322,2% ao ano de maio para junho. No crédito pessoal, a taxa passou de 44,4% para 44,3% ao ano.

Desde julho do ano passado, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. A expectativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) era de que essa migração do cheque especial para linhas mais baratas acelerasse a tendência de queda do juro cobrado ao consumidor, o que não se concretizou. Em junho de 2018, antes do início da nova dinâmica, a taxa do cheque especial estava em 304,9% ao ano.

Os dados divulgados nesta sexta-feira, 26, pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 21,1% ao ano em maio para 20,9% em junho.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), ficou estável em 25,2% ao ano em junho. Em junho de 2018, estava em 24,6%.

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) subiu 0,1 ponto porcentual em junho ante maio, aos 21,4% ao ano. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque. Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

Autor: Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues
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