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Minha Vida Sobre A Mesa

Por Laurentino Veiga

“A vida e o tempo são os dois maiores professores. A vida nos ensina fazer bom o uso do tempo enquanto o tempo nos ensina o valor da vida”.

Com essa assertiva, trago à tona a bem-sucedida trajetória do empresário Geraldo Gonçalves Júnior, cognominado Geraldinho, pioneiro no ramo de alimentação/ bebidas, Buffet Pajuçara, hotel, bar e restaurante nas décadas de 60/ 70/ 80. Inclusive, sempre obteve sucesso pela sua performance de amigo dos amigos, fiel à sua origem de empreendedor nato ao longo de sua profícua existência.

Minha Vida Sobre a Mesa brotou a quatro mãos. Isto é, o autor e a talentosa jornalista Vanessa Omena. Ambos. Ambos rastrearam a vida desse boêmio que embelezou os Clubes Sociais que, à época, embalaram a nata alagoana com as festas fantásticas organizadas por ele e sua equipe.A minha geração usufruiu dessas magnânimas festividades que marcaram a night alagoana.

No dizer da parceira, “Desde as andanças em Murici, acompanhando o “ deputado Pedinho” ( Pedro Timóteo  Filho) – figura amada por ele e que amargou a cassação nos anos da ditadura militar – os banquetes do Governo do Estado onde seu Buffet Pajuçara atua  desde a época de Lamenha Filho até os dias atuais, o livro de estreia  de Geraldo Gonçalves Jr., mais conhecido como Geraldinho, conta fatos históricos que se passaram  em Alagoas partindo de uma autobiografia mesclada  de memórias  de uma época não tão longínqua, mas que parece perdida  ao pensar  nos salões quase sempre  desertos de um clube ( O Fênix Alagoana) que viu seus jovens foliões  nas décadas de 60,70,80 brincarem, namorarem, e depois formarem  famílias, construindo uma nova geração que não mais dançam nesses salões porque… Os tempos já são outros”.

 A obra, por sua vez, prefaciada pelo saudoso Divaldo Suruagy ícone da vida partidária caeté.” Seus relatos se confundem  com a própria história de nosso Estado, nas últimas cinco décadas, até porque, trabalhando, vitoriosamente, na área de alimentação, teve acesso a centenas de lares e à intimidade de milhares de pessoas, desde os freqüentadores dos palácios, dentre os quais alguns Presidentes da República, até os “habitués” cabarés”.

Diga-se, de passagem, encontra-se o texto do inesquecível Professor Antonio Miguel Silva, que, por sinal, encanta com sua bela página  enaltecendo o vernáculo herdado de Camões /Bilac.” Agradecemos o Geraldinho, que, majestosamente, soube colorir de adjetivos este livro, adornando-o de áureas metáforas, na valsa de diamantinos períodos de talhadas orações, atendendo, piamente, o campo romântico estilístico, no  manejo  e encanto da  morfossintaxe os ofertou esta obra prima”.

Adotou o gênero por Capítulo e, por extensão, vê-se O aniversário de 60 anos, Parque Hotel: A herança do velho Euclides, Fui abraçado pela política, Buffet Pajuçara: O pioneiro em Alagoas, Frescura, O peixe do ministro, Novos tempos, Homenagens, O Rei do Banco do Brasil, Um guardador de Emoções, Um perfil quase comum, Depoimento de Manduca, Carta de Ana Paula,  A fama de conquistador, Geraldinho e o festeiro e as velhas amizades, Os donos da noite  – Os novos  construtores  do progresso. Todos esses fatos documentados com fotos não muito remotas. Enfim, um livro memorialista que vale a pena ser lido. Parabenizo o autor quer pela grandeza da obra, quer pela feliz iniciativa de resgatar um belo tempo que não volta mais. É, sem dúvida, um documentário à altura de sua profissão que exerceu com zelo/competência.

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