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Cirurgia em Arapiraca possibilita reconstrução craniofacial em criança alagoana

Por Assessoria

O sorriso tímido mantido pelas cicatrizes na face após sete horas de cirurgia não escondem a alegria do pequeno morador do Sítio Poço do Juazeiro, município de Piranhas, em Alagoas. Ao lado do pai, Antônio Carlos, 30, e do coordenador do setor de Bucomaxilo, Ricardo Watson, o pequeno Carlos Henrique, 9 anos, se recupera, e bem, de uma cirurgia que separou a mandíbula do crânio.

Dr. Ricardo Watson com o pequeno Carlos e seu pai

A operação, realizada de forma inédita no Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca, ocorreu na última quarta-feira de cinzas, 26, e contou com uma grande equipe de profissionais, especialistas nesse tipo de cirurgia.

“Era muito arriscada e delicada em todas suas etapas. Mas foi feita através do SUS, sem a necessidade de judicialização pela família, e graças ao custeio da Secretaria de Estado da Saúde, pelo programa Mais Saúde. Já estamos comemorando o sucesso e a boa recuperação desse menino”, falou Ricardo.
Vítima de um acidente, quando viajava na garupa de uma moto com o pai, em 2018, a criança enfrentou uma saga de anos por sua recuperação. No entanto, o tratamento não evoluiu, sobretudo pela falta de manutenção nas terapias complementares, como a fisioterapia motora. Primeiro filho de um casal de agricultores, Carlos teve dificuldades em manter a rotina de cuidados médicos.
O resultado disso foi que ele teve comprometida a abertura de sua boca para tarefas cotidianas ditas simples, como comer, escovar os dentes e sorrir. Antes do procedimento no hospital regional, o garoto tinha uma abertura de boca de apenas quatro milímetros, pouco mais do que a circunferência de uma caneta esferográfica. Agora, a abertura já ultrapassa quatro centímetros. “Tudo era difícil. A gente tinha que cortar tudo miudinho”, explicou o pai, que contou ainda que o filho já  conseguiu se alimentar com farto pedaço de bife.

Operação 

A cirurgia foi realizada junto com os especialistas Pedro Dantas e Flavia Lima, além do apoio do médico Lavinio Juliano, da anestesista Whadi Seabra e de outros profissionais, como instrumentadoras e especialistas.
Com previsão de alta para a próxima semana, Carlos, que é estudante da quarta série, deve voltar para casa e as atividades normalmente. “Ele precisará voltar regularmente e manter as sessões de fisioterapia, porque caso contrário há risco de recidiva”, explicou o Ricardo Watson, acrescentando que um dos problemas seria o atrofiamento da mandíbula, e até mesmo do rosto.
“Histórias como essa reforçam o propósito de nosso Hospital, que é de atender e melhorar a vida de pessoas. Estamos confiantes na recuperação desse garoto, que é exemplo para todos”, comentou o diretor médico do Hospital Regional, Ulisses Pereira.

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