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Depois de levar “lero”, Câmara suspende sessões e vai ter que explicar aumento na Justiça

Por Redação

Leôncio e o “imperador”; acordo desfeito?

A Câmara de Vereadores de Palmeira dos Índios realizou na semana passada (quarta-feira 06) sua sessão ordinária presencial – mesmo em regime de quarentena onde se recomenda não fazer aglomerações para votar a pauta da semana.

Entre as indicações costumeiras, o assunto mais polêmico e novamente colocado em discussão de última hora era a votação sobre o veto do prefeito Julio Cézar (PSB) à fixação de novos salários para os vereadores.

O aumento salarial que ficou conhecido como trem da alegria foi vetado pelo prefeito após o Chefe do Executivo ter recebido pressão da imprensa – que em consonância com o momento de pandemia em que passa o mundo criticou de forma veemente a desnecessidade de se sancionar um projeto de lei dessa monta.

Acuado, sem alternativa de cumprir o acordo com os edis (seis deles e que votaram a favor do projeto estão filiados a seu partido, o PSB e irão disputar a eleição de outubro juntos) Júlio Cezar, o imperador recuou estrategicamente deixando a batata quente na mão dos parlamentares aliados e do presidente da Câmara, que engoliu o “lero” e açodadamente pautou a votação da rejeição do veto para a sessão seguinte a assinatura do prefeito.

Mas tudo parece e leva a crer que foi combinado, porém Agenor não esperava a reação popular.

O veto do prefeito, segundo informa um vereador, foi jogo de cena para não se queimar mais ainda perante o eleitorado, já que o presidente da Câmara se empenhou pessoalmente para que os edis comparecessem à sessão ordinária da quarta-feira (06), telefonando insistentemente para que os parlamentares se fizessem presentes e derrubassem o veto.

Hoje (12) o presidente da Câmara Agenor Leôncio emitiu um comunicado suspendendo as duas próximas sessões em razão da pandemia da covid-19 e a emenda saiu pior do que o soneto, pois as redes sociais estão cheias de comentários em que criticam a postura dos vereadores que só suspenderam as sessões após a “aprovação do aumento”.

 

Arrumadinho indigesto

Na verdade, segundo um vereador informou à redação, o que houve foi um “arrumadinho” que saiu indigesto para Agenor Leôncio.

O presidente da Câmara Agenor Leôncio (PSB) – do mesmo partido do prefeito – teria optado tomar para si a responsabilidade do desgaste, já que teria uma promessa de ser o vice na chapa de Júlio Cézar e apostou achando que o povo tem memória curta.

Após a publicação neste portal, repercutida pela imprensa estadual, sobre a rejeição ao veto, a troca de acusações entre prefeito e vereadores esquentou.

Primeiro com uma nota em um site local patrocinado pelo erário que teria sido plantada a mando do gestor jogando a responsabilidade para o presidente da Câmara e seus aliados.

 

Marketing e lero

Após a tremenda e negativa repercussão, o presidente Agenor, caiu em si – após ter levado o “lero” e se manifestou dizendo que era “marketing” e “fogo amigo” do prefeito.

“Estamos sendo atacados nas redes sociais, sobretudo pelo verdadeiro reboliço que foi criado na semana passada, quanto a posição precipitada do prefeito Júlio Cezar, em vetar um projeto sem conhecimento de causa; pois agora, por termos revertido tal situação, logicamente amparado na Lei Municipal, é estamos deparando com falsas informações de que a gente aumentou os nossos próprios salários” pontuou o presidente da Câmara, vereador Agenor Leôncio (PSB).

Agenor Leôncio rebateu as fake news espalhadas sobre o “veto” do prefeito Júlio Cezar (PSB), que segundo ele, não passou de “marketing” e “fogo amigo”, além de ser contrário ao parecer do procuradoria do município. “Quem me conhece sabe que faço um trabalho sério e me proponho a exercer um mandato que seja útil sem “balela”. Nesse caso, votamos porque isso é um dispositivo legal previsto na Constituição. Votamos a norma legal que valerá para a próxima Legislatura. Como o gestor pode anunciar que “vetou” um Projeto de Lei que teve um parecer favorável da própria Procuradoria Geral do município?”, sustentou o parlamentar.

A tréplica não tardou no “site oficial” do prefeito que afirmou que os vereadores estariam sendo contrários ao interesse público, esquecendo que seis dos vereadores votantes no aumento salarial são do partido dele.

Após as redes sociais comentar o “tiro no pé” do imperador, a parte em que se condenava o voto dos vereadores foi retirada, restando uma nota apenas da procuradoria, afirmando que o veto foi um “ato político”, já que era contrário ao interesse público.

 

Quem foi a favor

Votaram a favor da derrubada do veto e consequente aumento salarial dos vereadores – segundo informações chegadas à redação – os edis Agenor Leôncio, Cristiano Ramos, Maxuel Feitosa, Val Enfermeiro, Junior Miranda, Fabio Targino, Pedrinho Gaia, Dindô, Abraão do BMG e Ronaldo Raimundo Filho.

Ausentes à sessão os vereadores Madson Monteiro, Fabiano Gomes e Ana Adelaide (que votaram a favor do projeto na sessão de 18 de março), Joelma Toledo e Toninho Garrote, estes ausentes nas duas polêmicas sessões.

O salário do vereador para a próxima legislatura será de R$8.700,00 mais R$2.500,00 de auxílio para atividades parlamentares, geralmente gastos em combustível.

 

Ministério Público vai apurar aumento

Na sexta-feira, 08, a redação do Jornal foi informada de que o Ministério Público Estadual, através do promotor de Justiça de Palmeira dos Índios Jomar Moraes, está abrindo um procedimento administrativo para apurar as informações sobre o aumento salarial dos vereadores e possivelmente com o consequente pedido de anulação da lei promulgada pelos parlamentares.

Ministério Público vai abrir procedimento para apurar aumento de salários em Palmeira dos Índios

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