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Nome de vice ainda aparece como ordenador de recursos na Saúde mesmo após exoneração

Por Redação

O escândalo dos empenhos para a aquisição de combustíveis para os veículos da Secretaria Municipal de Saúde e publicidades em carro de som e card’s para internet revelou que nos extratos de pagamento dos recursos destinados pelo governo federal ao Município de Palmeira dos Índios, ainda consta o nome do vice-prefeito Márcio Henrique (Cidadania) como secretário de Saúde.

 

Márcio Henrique foi exonerado do cargo em 13 de abril – antes do recebimento de parcelas dos recursos do governo federal e se estranha o nome do vice-prefeito constar como ordenador dos recursos (receita e despesas) representando a secretaria de saúde – mesmo após ter saído do cargo.

 

 

Durante a saída, o vice-prefeito silenciou sobre a situação – mas parentes seus permaneceram na gestão – inclusive a irmã Cléa Carvalho é titular de uma outra secretaria e a única notícia que se teve do vice-prefeito, após a exoneração da pasta de Saúde é que ele teria contraído a covid-19, estava internado, mas que havia tido alta médica conforme informação em postagens nas rede sociais e convalescia em casa.

Outros parentes no calor da exoneração – resolveram desabafar nas rede sociais contra a gestão do “imperador”, com ataques e até desafios públicos tornando a relação entre prefeito e vice quase insustentável.

De lá para cá, já surgiu a especulação de outros nomes como o do presidente da Câmara Agenor Leôncio (PSB) e do sogro do prefeito Carlos Rocha (PT) para suceder Márcio na chapa com Julio Cézar (PSB), mas nada foi definido.

Recentemente Rodrigo Gaia (PSD), surgiu como alternativa. O secretário adjunto de Agricultura de Alagoas agradeceu a lembrança, mas  descartou a possibilidade e permaneceu no governo Renan Filho.

Peça importante no xadrez eleitoral do Município, a posição de Márcio Henrique influenciará no jogo, desde que o médico ressuscite sua atuação política anterior ao ingresso na vice-prefeitura, que o deixou à margem dos reais acontecimentos extra-gestão e apagado perante seu eleitorado.

Ordenador de recursos

Mas, estranhou-se que após quase dois meses de sua saída da Secretaria de Saúde, o nome do médico ainda conste nos empenhos e extratos de recebimento de recursos do Município. Especulações sobre um possível retorno são a tônica das rodas políticas virtuais – que em tempos de pandemia virou preponderantes, substituindo os antigos “senadinhos”.

Nos documentos extraídos do Portal da Transparência do Município palmeirense, o nome de Márcio ainda consta como ordenador de recursos, o que torna – em tese, corresponsável pelas receitas e despesas do Fundo Nacional de Saúde (FNS), inclusive pelos recursos da covid-19, cujas despesas já fora contestadas pela imprensa.

Além disso, seu substituto na pasta Diorgenes Costa em um período de 60 dias já foi nomeado secretário adjunto, secretário interino, secretário titular e voltou a ser secretário adjunto, revelando que a pasta está acéfala ou a espera quem sabe do próprio Márcio Henrique, que se recupera da covid-19 em casa.

A gangorra do secretário adjunto, que vira titular e volta para reserva numa mesma edição do Diário Oficial é extremamente estranha.

O fato aqui narrado demonstra no mínimo desorganização e incompetência – ou caso não seja esses os fatores, revela-se neste “céu”, algo no ar além dos aviões de carreira.

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