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Ecossistema alagoano de Inovação vai acolher os Negócios de Impacto Social e Ambiental (NISA)

Por João Paulo Macena

Foto: João Paulo Macena

O último encontro do Ecossistema de Negócios de Impacto Social e Ambiental (NISA), realizado na noite de terça-feira (30) na sede do Sebrae Alagoas, marcou as discussões sobre a transferência dos atores que compõem o ecossistema NISA para o Ecossistema de Inovação de Alagoas, integrando ainda mais empresas, empreendedores e instituições como universidades públicas e privadas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil.

A analista da Unidade de Soluções e Inovações do Sebrae Alagoas, Ana Madalena Sandes, destaca que o NISA passará a ser uma vertente dentro do Ecossistema de Inovação de Alagoas. “Estamos fazendo uma transição, indo para um ecossistema maior, que é o de inovação, já que os negócios de impacto social e ambiental também seguem a lógica da inovação. Iremos continuar a discutir esses negócios, mas sempre dentro desse ecossistema maior. Nesse ecossistema temos empresas, empreendedores, empresários, mas também temos diversos outros atores como instituições”, afirma.

Ela também fez um balanço do que já foi feito a partir dos encontros do ecossistema NISA. “Ao longo desses encontros conseguimos reunir os NISA e fomos identificando as necessidades deles aos poucos, criando laços, pontes e conexões entre eles e as instituições, fazendo um empreendedor ficar junto do outro, fazendo com que eles se relacionassem, fechassem parcerias e negócios com empresas de fora por se conectar aqui. Esse ecossistema foi importante para fortalecer e atrair esses negócios, e fazer com que várias instituições pensassem os negócios de impacto”, ressalta.

Durante sua apresentação, a consultora credenciada ao Sebrae Alagoas, Cristiane Francisco, que coordena a transição, abordou o conceito de ecossistema de inovação, bem como tópicos do modelo de atuação e monitoramento de ações, medição do grau de maturidade das empresas, planos de intervenção e organização para ações como workshops e mapeamento das vocações econômicas e potenciais tecnológicos dos setores prioritários.

“Este é o início de uma construção a partir da proposta de nos unirmos para fazer com que aconteçam ainda mais interações e avanços em determinadas atividades. Com o avançar dessa metodologia, iremos trabalhar as ações e as efetividades delas, saber como elas irão caminhar, mas tudo estará fundamentado em ações já desenvolvidas por esses atores no setor NISA”, pontua.

O analista da Unidade de Soluções e Inovações do Sebrae Alagoas, Danisson Reis, lembrou alguns dos aspectos que contribuem para que esse tipo de negócio faça parte do Ecossistema de Inovação de Alagoas. “Trabalhando os negócios de impacto social, negócios da Economia Criativa e startups, percebemos que tínhamos muitos atores em comum, com o mesmo diálogo, mas estávamos dividindo as forças, quando, na verdade, precisamos convergir para que aconteça a inovação nas suas variadas facetas. A partir do ano que vem iremos integrar esses setores e outros dois da área industrial como vertentes dos setores do ecossistema local de inovação em Maceió, no Agreste e no Sertão”, finaliza Reis.

Alagoas 2030

Durante o encontro, a analista de Programas do Escritório da ONU-Habitat em Alagoas, Paula Zacarias, apresentou o Projeto Visão Alagoas 2030, que realiza ações nas grotas de Maceió desde 2015, em parceria com o Governo de Alagoas. Entre as ações estão intervenções físicas, como a construção de escadarias, pontos, corrimãos e drenagem feitas pelo governo e coleta de dados sobre as grotas, mapeamento das condições urbanas desses locais, bem como capacitações, cursos e outras propostas para mudar a vida daquelas pessoas.

“Com esse trabalho, nós contribuímos para que o governo tenha uma melhor orientação para realizar suas ações, conhecendo quais as principais precariedades, vulnerabilidades e onde elas se localizam e como essas intervenções podem ser feitas. Nós também levantamos o perfil socioeconômico dos moradores dessas áreas, principalmente na orla lagunar e nos bairros do Jacintinho e Benedito Bentes, apresentando propostas de intervenção e estratégias”, conclui.

Programa Centelha

O encontro foi finalizado com a palestra da assessora científica de projetos especiais e inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Juliana Khalili, que apresentou o Programa Centelha, que visa estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora em Alagoas.

O programa irá oferecer capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. O programa irá formar até 61 startups e ideias de negócios alagoanos, disponibilizando, ao todo, mais de R$ 3,2 milhões. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de dezembro por meio do site https://programacentelha.com.br/al/.

Foto: João Paulo Macena

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