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O tamanho real do nosso amor

Por Dartagnan Zanela

Em todos os quadrantes da galáxia vemos pessoas e mais pessoas falando em amor, das várias formas e tipos de amor. É tanta melação [artificiosa] que chega a nos dar um nó nas tripas. Um baita nó, diga-se de passagem.

Porém, porque gente chata como esse que vos escreve sempre tem um “porém” escondido na manga, tudo isso acaba, no frigir dos ovos, se revelando apenas mais uma conversa fiada, com bajo de ideologia maliciosa porque, toda essa melação politicamente correta sobre o amor, termina sempre desdenhando o fato de que amar, antes de qualquer coisa, é sofrer; e não amar seria tão só e simplesmente desistir de viver.

Ora, todo aquele que verdadeiramente ama sabe que amar é sacrificar-se graciosamente em nome do bem amado. Só isso, nada mais do que isso e, por essa razão, não são poucas as pessoas que não conseguem dilatar seu peito para aprender que há uma grande diferença entre realmente amar e simplesmente gostar.

Aliás, meu caro Watson, é por isso que Jesus Cristo nos disse que deveríamos amar uns aos outros, e não que devemos apenas gostar uns dos outros. É sob a luz dessa realidade, que nos é evocada por esse ensinamento do Mestre dos mestres, que nós deveríamos tentar viver, mas que, infelizmente, por inúmeras razões, não conseguimos.

Por isso toda essa conversa de “diversas formas de amor” acaba soando confusa, porque o amor não se define pelo objeto amado, mas sim, pelo ato de doação, de entrega, de sacrifício que é vivido por aqueles que amam. Ato esse que, aliás, é descrito de forma sublime e definitiva por São Paulo.

Quem nunca leu o capítulo XIII da Primeira Epístola aos Coríntios, da autoria do Apóstolo dos Gentios, pelo amor de Deus, faça isso o mais rápido possível.

Amar é sofrer e, não amar, é morrer. Quem ama sabe que é assim e sorri de contentamento. Quem nunca amou, se indigna, porque no fundo tais figuras pensam apenas nos outros como um meio para satisfazer a sua vil idolatria de si, toda fantasiada, é claro, com clichês ideológicos tão superficiais quanto melindrosos.

Enfim, quando Santo Agostinho falou que a medida do amor é amar sem medida, era disso que ele estava falando, e não sobre aquilo que nós muitas vezes nos vemos desejando como se, aquilo por aquilo, fosse a mesma coisa que “amar”.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela – professor e cronista (dartagnanzanela@gmail.com)

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