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Prefeitura de Maceió e Defensoria Pública Estadual promovem 2ª Rodada de Conversa com moradores dos Flexais, em Bebedouro

Por Erik Maia/ Secom Maceió

Moradores dos Flexais serão ouvidos em fevereiro. Foto: GGI dos bairros

A Prefeitura de Maceió irá promover, no mês de fevereiro, a 2ª Rodada de Conversa com moradores das comunidades do Flexal de Cima e de Baixo, no bairro de Bebedouro, em Maceió. O evento ocorrerá em parceria com a Defensoria Pública Estadual.

O evento busca ouvir dos moradores dessas comunidades quais são os seus desejos, considerado que eles foram afetados indiretamente pelo afundamento do solo, uma vez que os residentes destas localidades ficaram ilhados.

Para o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros), Ronnie Mota, o evento deverá seguir os mesmos moldes do que ocorreu no ano passado.

Rodada de conversa está prevista para 15 de fevereiro. Foto: GGI dos bairros.

Rodada de conversa está prevista para 15 de fevereiro. Foto: GGI dos bairros.

“Será algo no mesmo modelo já executado, mas desta vez nós iremos fazer na Rua Tobias Barreto, no próprio Flexal, onde iremos novamente para ouvir os moradores. Teremos ainda a grata satisfação de contar com a parceria da Defensoria Pública Estadual que, aqui na pessoa do defensor Ricardo Melro, irá participar do evento por entender que as soluções para essas localidades devem passar pelo critério dos moradores, que são de fato os reais impactados com tudo o que vem acontecendo”, explicou Mota.

Ricardo Melro, que é o coordenador do Núcleo de Proteção Coletiva da Defensoria Pública, acredita que nenhuma proposta pode ser validada sem que os moradores tenham sido convencidos de que a proposta é a melhor para eles.

“Defendemos o que os moradores têm direito, e o que eles querem tem previsão no Estatuto da Cidade, que em seu art. 43, diz que para garantir a gestão democrática da cidade, deverão ser utilizados, entre outros, os seguintes instrumentos: debates, audiências e consultas públicas. Ora, se nessa região existem alternativas, inclusive realocação com indenizações, o mínimo que se espera é que os moradores saibam previamente de todas as alternativas e participem da decisão que impactará diretamente em seus destinos. Não é porque se trata de uma comunidade humilde, carente, que seus moradores não sabem o que é melhor para suas vidas”, defendeu Melro.

Prevista para ocorrer em 15 de fevereiro, a rodada de conversa contará com uma estrutura para acolher os moradores dessas regiões. Tanto o GGI dos Bairros, quanto a Defensoria Pública concordaram que outros órgãos municipais deverão ser convidados a participar para saber quais são as demandas da população que mora na região e quais os anseios deles em relação ao futuro da comunidade.

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