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Serviço Social do Hospital Metropolitano investe na humanização e qualifica assistência aos pacientes

Por Eva Pimentel

Assistentes sociais do HMA atuam de forma humanizada para assegurar os direitos dos pacientes garantidos pela Lei

A cada paciente que entra no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, as equipes realizam a internação e as famílias ficam angustiadas em busca de informações sobre seu ente querido. É a partir daí que começa o trabalho do time de Serviço Social, atualmente composto por 30 profissionais.

Muito além desse primeiro contato com os familiares, os Assistentes Sociais tem um papel importante na mediação do contato entre o paciente e corpo técnico hospitalar. Como o nome da profissão já sugere, o atendimento é focado em enxergar o contexto social de cada paciente interno e acompanhá-lo durante a permanência no HMA para que possa voltar para casa de forma segura.

“Uma preocupação muito grande que a gente tem é fazer esse acolhimento ao paciente, desde o início da internação até a alta dele. Participamos do processo da internação do paciente acolhendo ele, acolhendo a família. Acompanhando todos os dias o paciente e também durante a alta médica pra que ele volte pra sua casa com total segurança.”, explicou a assistente social, Katharinne Cezario, que trabalha no HMA desde sua abertura, em maio de 2021.

Atribuições – Orientar, minimizar conflitos, realizar encaminhamentos para Rede Pública de Saúde e de Assistência Social, solicitar auxílio funeral, estão entre os serviços diários da equipe que busca levar aos internos a sensação de acolhimento em um momento crítico de saúde que enfrentam. De agosto de 2021 a abril de 2022, foram realizados 61.206 atendimentos.

Aldijane Silvino está com a irmã internada desde janeiro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMA. A paciente sofre da Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso. Ao ser confirmado que seu quadro era irreversível, a equipe do Serviço Social teve um olhar mais sensível e solicitou uma exceção para que Aldijane pudesse ficar junto em isolamento com sua irmã. Uma surpresa até para ela que estava ansiosa pela liberação do homecare.

“Eu achei até estranho quando me falaram pra ficar com ela, mas me explicaram que seria melhor para pacientes como ela, que estão há muito tempo longe da família. Nas visitas eu vinha percebendo ela um pouquinho triste e realmente tudo mudou quando passei a ficar aqui com ela.  Aqui toda equipe é maravilhosa com a gente e se tornou uma segunda família. Não tenho o que reclamar, só elogiar”, reconheceu Aldijane Silvino.
Aparato profissional e humano – Quem conhece muito bem os dois lados da moeda é Francisca Souza, amazonense, que veio encaminhada do Norte do País durante o colapso da saúde registrado no pico da Pandemia de Covid-19. Após doze dias internada no Hospital Metropolitano de Alagoas, Francisca recebeu alta e saiu decidida a morar no Estado que a acolheu e salvou sua vida.

Decisão que saiu melhor que o previsto. Há um ano ela integra o quadro de profissionais de Serviço Social que fez parte do seu processo de recuperação e reconhece que a humanização é o diferencial do hospital. “É muito gratificante! Agora em abril completei um ano como funcionária. Estou tendo a oportunidade de retribuir ao Estado de Alagoas e a cada família que chega aqui aquilo que fez toda diferença na minha vida que foi o amor encontrado através de cada profissional”, concluiu.

Em comemoração ao Dia do Assistente Social, celebrado em 15 de maio, uma série de atividades foram realizadas com familiares e acompanhantes que estavam nas salas de espera. Entre elas, uma parceria com a Rede Municipal de Assistência Social cadastrou oito famílias que agora terão acesso a benefícios sociais.

“Nas visitas de rotina percebemos que muitos pacientes não sabiam ou não tinham como ir até a sede do CadÚnico para garantir seus benéficos. Pensando nisso, buscamos as Redes de Assistência Social para facilitar esse acesso”, pontuou a coordenadora do Serviço Social do HMA, Rosemar Alexandre.

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