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A eficiência na Saúde também é problema de gestão municipal

Vimos nesta quarta-feira uma medida tomada pelo presidente Bolsonaro que editou um Decreto que em tese privatizava o Sistema Único de Saúde.

Aquele tão precário serviço que nos atende dia a dia – nos postos de saúde, nos centros médicos públicos, UPAS e hospitais seriam parcialmente privatizados e a população teria que recorrer a serviços particulares.

À noite, o presidente revogou o decreto após apelo popular alegando que houve um mal-entendido. Justificou que no país existem mais de 4 mil Unidades Básicas de Saúde e 168 Unidades de Pronto Atendimento com obras inacabadas e que não tem dinheiro e precisava daquela normatização.

Ora, grande parte dessas obras foram iniciadas no próprio governo de Bolsonaro, porém muitas delas estão sendo construídas de forma desordenada e até mesmo fora da necessidade real da população. Faltou planejamento?

Algumas até superfaturadas para beneficiar parlamentares que destinavam esses recursos.

Em questão de Saúde, o máximo em recursos sempre será o mínimo.

Certa vez, um médico da minha terra revelou que “fazer saúde é caro”.

De ponto de vista pragmático – o médico-amigo tem certa razão – quando a casta a que ele pertence (olhe que ele é de esquerda) é a que mais fatura no setor, a que menos trabalha e a que mais onera.

Profissionais de enfermagem por exemplo – a maior força de trabalho desse país – ganham pouco e trabalham muito – além das 30 horas que seriam justas para esses trabalhadores.

Mas municipalizando o assunto, volto-me para Palmeira dos Índios, minha cidade.

Onde médicos só trabalham nas Unidades Básicas de Saúde, 4 horas por dia – de terça a quinta – com salários de quem trabalharia o dobro e com permissão da gestão.

Em alguns desses locais além da falta do profissional para realizar a consulta, para o cidadão encontrar o comprimido AS é uma luta.

Exames – tem alguns deles – que são marcados com meses de distância.

A UPA, outro caso crônico – nunca mais foi a mesma desde que se iniciou essa gestão. Lá o mau atendimento foi uma constante durante esse mandato e gerou várias crises no governo municipal.

O hospital Santa Rita que tanto se prometeu abrir para a população as portas da emergência desta septuagenária instituição sofre agora com a retenção de uma verba no valor de R$7,3 milhões – segundo denunciou o deputado-federal Arthur Lira, que hoje é seu maior colaborador.

Enfim, o caos persiste na Saúde, onde apenas alguns servidores da área foram contemplados (de forma mínima, pois poderia ser melhor) com reajustes salariais.

Com quatro secretários passando pela Pasta nos últimos três anos e oito meses nesta gestão e recursos sendo gastos à sorrelfa, Palmeira é como muitos outros municípios do país – um lugar que se pode fazer mais para a saúde com os recursos milionários aportados mês a mês pelo governo federal e que infelizmente é feito menos.

É bastante lembrar que por conta da gestão destes recursos que o penúltimo secretário e vice-prefeito brigou para o atual não assumir seu lugar e depois que ele foi empossado ficou tudo numa boa, pensando que o povo é bobo.

Vale ressaltar que o governo federal faz sua parte. Envia os recursos suficientes. Porém, quem administra estes recursos nos municípios está negligenciando ou gastando à toa o dinheiro que serve para salvar vidas.

Palmeira é exemplo no país em que o povo berra por uma saúde de qualidade.

O cidadão palmeirense acredita ainda no jargão de que saúde é um direito de todos e o SUS pode salvar vidas.

Eles não!

Pensemos nisso na hora de votar.

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