AGRICULTURA

Cultivo de hortaliças bate recorde em Alagoas com apoio do Senar e estimula agricultura em pequenas propriedades

Por Senar Comunicação Publicado em 02/02/2026 às 13:49

Uma das missões da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal) é atender o produtor rural em todas as suas demandas e, através do Senar, vem atuando efetivamente com Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em todas as regiões do estado. Em 2025, a instituição atendeu 10.067 propriedades rurais em 14 diferentes cadeias produtivas, um aumento de 9,6% em relação ao exercício anterior.

“Em 2026 vamos continuar apoiando as ações que beneficiam o produtor alagoano, sempre priorizando a qualidade do atendimento prestado, não a quantidade. Em relação à ATeG, contamos com um grupo de 18 supervisores e 234 técnicos de campo, que cobrem praticamente todo o nosso estado”, afirmou o presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida.

No topo de atendimento, com 2.457 propriedades assistidas, a cadeia produtiva de Olericultura, presente em todo território alagoano. Mas você sabe o que um olericultor produz? Quem explica o significado da palavra é a superintendente-adjunta do Senar Alagoas, a engenheira agrônoma Luana Torres.

“Olericultura é o nome dado ao cultivo de hortaliças, sejam elas folhas, raízes, caules ou frutos que vem ganhando cada vez mais destaque em nosso estado, gerando impacto econômico e social, principalmente nas pequenas propriedades”, explicou. 

No contexto do Senar, segundo Luana Torres, os grupos atendidos pela ATeG recebem capacitação técnica para um cultivo intensivo, abrangendo desde o planejamento até a colheita, com foco em sustentabilidade, segurança alimentar e aumento da renda familiar.

No sertão de Alagoas, a técnica de campo Karina Venâncio, atua desde 2022 pelo Senar, nas cadeias de olericultura e fruticultura. “Meu interesse pela área nasceu durante a formação como técnica em Agropecuária, que me levou a também a cursar Zootecnia e Administração. Quando acompanho um novo grupo de ATeG, busco conciliar o conhecimento prático com as ferramentas de gestão que vão ajudar o produtor a ter mais rentabilidade”, informou.  

A técnica iniciou um novo grupo de ATeG, com 30 produtores, há dois meses, no médio sertão. Em Santana do Ipanema, os produtores Maria da Luz e Antônio Rosendo têm cerca de uma tarefa de terra e resolveram apostar no cultivo de alface utilizando a técnica de hidroponia. Ele explica com entusiasmo o trabalho que está sendo iniciado e suas expectativas de crescimento.

“Com o apoio da Karina, a gente quer melhorar a nossa produção e ter mais uma qualidade no nosso gerenciamento aqui da propriedade. Iniciamos com hidroponia, mas faremos a transição para a bioponia, ou seja, utilizar aqui um produto natural fabricado aqui mesmo, o biofertilizante. Para isso, estamos criando aves, suínos, que nos dão a matéria-prima para o nosso biofertilizante. Vamos melhorar a qualidade de vida, sem agrotóxico e sem produto químico”, afirmou o produtor.

Em Poço das Trincheiras, outro produtor atendido pela Karina, Marcos Juvêncio, planta alface, cebolinha, coentro, couve, pimentão, quiabo e pimenta, utilizando a técnica de irrigação via gotejamento. “Apesar do solo ser bem difícil aqui no sertão, com o apoio da assistência técnica, estamos adquirindo novos conhecimentos, principalmente em relação ao gerenciamento do negócio. Até agora tudo era feita de forma amadora, mas com a orientação certa a gente vai conseguir profissionalizar a produção”, concluiu.