MPAL processa Equatorial por falhas constantes em Pilar e exige indenização e plano de manutenção
Ação Civil Pública aponta que moradores do condomínio Rancho das Palmeiras ficam mais de 10h sem luz; MP cobra resposta em 30 dias
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) decidiu judicializar a crise no fornecimento de energia no município de Pilar. Em uma Ação Civil Pública (ACP) movida contra a Equatorial Alagoas, o órgão aponta negligência na prestação do serviço, especificamente no Condomínio Rancho das Palmeiras e arredores.
A ação, assinada pela Promotoria de Pilar e pelo Núcleo do Consumidor, relata um cenário caótico: oscilações frequentes e interrupções que chegam a durar mais de 10 horas, causando prejuízos como perda de alimentos e medicamentos.
O que o MPAL exige: A promotoria pede à Justiça que obrigue a Equatorial a cumprir medidas urgentes:
- Plano de Manutenção Preventiva: Apresentação e execução em até 30 dias (incluindo poda de árvores);
- Atendimento Rápido: Prazo máximo de duas horas para atendimento emergencial no local;
- Modernização: Instalação de religadores automáticos e substituição da fiação atual por Rede Compacta Protegida nos trechos críticos.
Indenização ao Consumidor Além das obras, o MP quer mexer no bolso da empresa. A ação pede que a Justiça determine uma compensação de 10% da tarifa mínima mensal a cada interrupção acima do limite, descontada diretamente na conta de luz dos moradores afetados. Também foi pedido dano moral coletivo.
"Chuva não é desculpa" Os promotores Ramon Formiga e Delfino Costa Neto criticaram a postura reativa da empresa. Segundo eles, a Equatorial tentou justificar as falhas culpando chuvas e ventos.
"Tais fenômenos são previsíveis e fazem parte do risco do empreendimento", rebatou o promotor Delfino, afirmando que a empresa só agiu após reclamações formais.
Em nota, a Equatorial informou apenas que analisará o processo para adotar as medidas cabíveis.