Refúgio e dignidade: MPAL e Grupo Gay de Maceió articulam criação de casa de acolhimento para população LGBTQIA+
Reunião nesta segunda (2) definiu que o MP atuará como articulador junto aos órgãos públicos; local oferecerá advogados, psicólogos e assistentes sociais
Um passo importante para a proteção dos direitos humanos em Alagoas foi dado nesta segunda-feira (2). O procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, recebeu representantes do Grupo Gay de Maceió (GGM) para desenhar um projeto inédito: a criação de uma casa de acolhimento voltada especificamente para pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade.
O encontro marcou o início dos trabalhos preparatórios. O objetivo é estabelecer um espaço físico de referência para acolher vítimas de violência, abandono familiar ou LGBTfobia institucional.
Estrutura e Serviços Segundo Messias da Silva Mendonça, presidente do GGM, a casa não será apenas um abrigo, mas um centro de cidadania. O projeto prevê a atuação de uma equipe multidisciplinar composta por:
- Assistentes sociais;
- Psicólogos;
- Advogados.
Divisão de Tarefas Ficou definido que o GGM será responsável pela elaboração técnica da proposta e execução das ações. Já o MPAL atuará como o grande articulador político e institucional, abrindo portas junto aos órgãos estatais e garantindo a viabilidade do projeto.
"O Ministério Público atuará como articulador das parcerias necessárias... colaborando com a interlocução entre órgãos estatais e redes de proteção", afirmou Lean Araújo.