Sesau realiza IV Seminário Estadual de Hanseníase e Mostra de Experiências Exitosas
Evento reúne profissionais de saúde de Alagoas para debater prevenção, diagnóstico e tratamento da hanseníase
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promoveu, nesta terça-feira (3), o IV Seminário Estadual de Hanseníase e a IV Mostra de Experiências Exitosas. O evento reuniu profissionais de saúde, gestores e acadêmicos dos 102 municípios alagoanos na Escola de Governo, no Centro de Maceió.
Para a secretária executiva de Ações de Saúde, Thalyne Araújo, os dois eventos são oportunidades importantes para discutir temas relacionados à prevenção, diagnóstico e tratamento de pacientes com hanseníase. “Serão abordados assuntos como o panorama epidemiológico da hanseníase em Alagoas, protocolos clínicos e diretrizes de tratamento, além da apresentação de experiências na assistência e acompanhamento dos pacientes”, explicou a gestora.
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que afeta nervos periféricos e pele, podendo provocar lesões neurais irreversíveis. No entanto, a doença tem cura quando tratada adequadamente e de forma precoce.
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A técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Ana Patrícia, destacou que o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são os principais aliados no combate à doença. “Os sinais e sintomas da hanseníase costumam ser discretos no início, passando despercebidos por profissionais de saúde e pelos próprios pacientes. Em caso de lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade, ou comprometimento de nervos periféricos com alterações sensitivas e motoras, é fundamental procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima”, orientou.
Durante o evento, a coordenadora do setor de combate à hanseníase de União dos Palmares, Milena Gomes, apresentou a experiência exitosa do município, que criou grupos de apoio para pacientes com hanseníase.
“Com a implementação dos grupos de apoio, conseguimos formar uma rede de assistência multiprofissional que oferece não apenas suporte clínico, mas também amparo social e psicológico aos pacientes”, ressaltou a coordenadora.