Ônibus que matou 16 romeiros na AL-220 era irregular e não tinha seguro, diz ANTT; MPAL abre investigação
Promotoria de Taquarana convocou reunião de emergência; número de mortos subiu para 16, incluindo três crianças. Vítimas são de Coité do Nóia
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) iniciou, nesta quarta-feira (4), a apuração oficial sobre o acidente que vitimou 16 romeiros em São José da Tapera, no Sertão. O promotor Lucas Mascarenhas, de Taquarana, convocou uma reunião emergencial com a gestão municipal para cobrar providências e apoio às famílias.
O acidente ocorreu na manhã de terça (3), no povoado Caboclo, quando o ônibus que trazia cerca de 60 pessoas de Juazeiro do Norte (CE) tombou.
Irregularidades Graves
Dados preliminares da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revelam um cenário de total imprudência. O veículo operava de forma ilegal:
- Não possuía autorização para transporte de passageiros;
- Não tinha certificado de segurança veicular;
- Não possuía seguro de responsabilidade civil;
- Não tinha licença de viagem.
Despedida Dolorosa
As vítimas moravam em Coité do Nóia. Entre os 16 mortos estão três crianças, um adolescente, sete mulheres e cinco homens (idades entre 4 e 77 anos). Os velórios começaram hoje (4), parte deles em um ginásio poliesportivo cedido pela prefeitura, transformando a cidade em um cenário de luto coletivo.