PROTEÇÃO À MULHER

Sala Lilás do HGE reforça o combate à violência contra a mulher também durante o Carnaval

Espaço oferece acolhimento especializado e orientação para vítimas de agressão durante o período festivo

Por Thallysson Alves / Ascom HGE Publicado em 06/02/2026 às 15:15
Sala Lilás do HGE intensifica acolhimento e combate à violência contra a mulher no Carnaval. Thallysson Alves / Ascom HGE

Com a proximidade do Carnaval, a Sala Lilás, vinculada à Rede de Atenção às Violências (RAV), intensifica ações de conscientização sobre o enfrentamento à violência e orienta as mulheres sobre medidas de proteção diante de qualquer situação de agressão. O espaço, ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), funciona no Hospital Geral do Estado (HGE).

“Essa iniciativa reforça que nenhuma forma de violência é aceitável, seja física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial. A folia só é completa quando ocorre com segurança, dignidade e respeito para todos. O respeito é a base de uma festa segura. Violência não é brincadeira, não é paquera e não faz parte da cultura do Carnaval”, destaca a psicóloga da RAV, Roseane Dourado.

A RAV integra serviços de saúde, assistência social, segurança pública e justiça, garantindo atendimento humanizado, integral e contínuo às vítimas de violência, especialmente mulheres, crianças e adolescentes. Ao buscar atendimento de saúde, a vítima é acolhida, orientada sobre seus direitos e encaminhada para serviços necessários, como apoio psicológico, assistência social e proteção legal.

“A Rede de Atenção às Violências existe para romper o ciclo da violência. Nosso objetivo é garantir que cada mulher atendida seja acolhida com respeito, sigilo e cuidado, além de orientar sobre os caminhos disponíveis para sua proteção. Durante o Carnaval, esse trabalho se torna ainda mais essencial, pois sabemos que as situações de vulnerabilidade aumentam”, afirma a gerente executiva operativa da RAV, Laura Padilha.

No HGE, a Sala Lilás é um espaço exclusivo e reservado para o atendimento a pessoas em situação de violência, com equipe multiprofissional capacitada para oferecer acolhimento, escuta qualificada, atendimento clínico e orientação, garantindo privacidade, segurança e respeito à vítima. Além do cuidado imediato à saúde física, as profissionais atuam no fortalecimento emocional das mulheres e no encaminhamento adequado, sempre respeitando a autonomia da paciente.

“Durante o Carnaval, não normalize abordagens invasivas ou agressivas, busque locais seguros e esteja acompanhada sempre que possível; em caso de qualquer situação de violência ou ameaça, procure ajuda imediata. Denuncie, ligue 180 ou busque ajuda policial. E, se precisar, dirija-se a uma unidade de saúde”, orienta a assistente social Rosângela Lopes.