Enfermeira da Sesau orienta sobre prevenção do câncer do colo do útero
Campanha Março Lilás destaca importância da vacinação contra HPV e do exame preventivo para mulheres alagoanas
O mês de março marca a Campanha Março Lilás, dedicada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero. A iniciativa alerta para a relevância da vacinação contra o HPV e da realização regular do exame preventivo, conforme destaca a enfermeira Lavínia Rufino, supervisora de Atenção à Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Em Alagoas, o câncer do colo do útero é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres, sendo fortemente associado à infecção pelo papilomavírus humano (HPV).
De acordo com Lavínia Rufino, a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção e está disponível gratuitamente na rede pública, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para se vacinar, basta comparecer a um posto de vacinação em qualquer um dos 102 municípios alagoanos.
“O câncer do colo do útero é um dos tipos mais prevalentes entre as mulheres. Por isso, é fundamental reforçar as duas principais medidas de prevenção: a vacinação contra o HPV, disponível para meninos e meninas de 9 a 14 anos, e a realização do exame preventivo, indicado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual”, enfatiza Lavínia Rufino.
Papanicolau
O exame preventivo, conhecido como Papanicolau ou citologia oncótica, é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) municipais e pode ser realizado por médicos ou enfermeiros. O procedimento permite identificar alterações nas células do colo do útero antes do desenvolvimento do câncer, possibilitando tratamento precoce e maiores chances de cura.
Segundo a supervisora de Atenção à Saúde da Mulher da Sesau, após dois exames consecutivos com resultado negativo, a mulher pode realizar o preventivo a cada três anos. Em caso de alterações, podem ser necessários exames complementares, como a colposcopia e, se indicado, a biópsia.
“O câncer do colo do útero costuma ser uma doença silenciosa. Muitas vezes, quando surgem sinais, a doença já pode estar em estágio avançado. Por isso, além da vacinação, é essencial que as mulheres façam acompanhamento regular na unidade de saúde e realizem o exame preventivo. Entre os sinais de alerta estão sangramento irregular, dor durante a relação sexual e corrimentos”, alerta a supervisora.