Médica do Hospital da Criança alerta para riscos do sedentarismo e obesidade infantil
Gastropediatra Ilanna Gazzaneo destaca aumento de doenças associadas à má alimentação e falta de atividade física em crianças alagoanas.
O aumento dos casos de obesidade e sedentarismo entre crianças tem relação direta com as mudanças de rotina observadas na última década. O alerta é da gastropediatra Ilanna Gazzaneo, do Hospital da Criança de Alagoas, em Maceió. Segundo a médica, atividades físicas ao ar livre foram substituídas pelo tempo excessivo diante de telas.
De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, publicado em 2025, aproximadamente 17 milhões de crianças e adolescentes no Brasil estão acima do peso ideal, o que representa 40% da população dessa faixa etária. Para a especialista, o problema pode se agravar caso não seja enfrentado com seriedade.
“O sedentarismo prolongado e a má alimentação abrem portas para doenças que antes eram consideradas de ‘adulto’, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol alto, ainda na infância. O excesso de peso também afeta a qualidade do sono e a saúde mental”, explica Ilanna Gazzaneo.
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Para reverter esse cenário, pais e responsáveis devem incentivar o consumo de alimentos saudáveis e naturais, além de promover a prática regular de atividades físicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o recomendado é pelo menos uma hora diária de atividade física moderada para crianças a partir dos 2 anos.
A gastropediatra reforça ainda a importância das consultas de rotina para prevenção e combate dessas condições. “Se notar alguma alteração no peso ou comportamento do seu filho, procure um pediatra de confiança para uma avaliação completa”, orienta a médica.