SAÚDE PÚBLICA

Foi picado por escorpião? Saiba qual unidade de saúde procurar em Alagoas

Estado já soma mais de 3,6 mil casos em 2024; Sesau orienta sobre prevenção, primeiros socorros e onde buscar atendimento

Publicado em 29/04/2026 às 14:47
Unidades de saúde em Alagoas estão preparadas para atender vítimas de picada de escorpião. Suely Melo / Ascom Sesau

Alagoas registrou, em 2023, 15.176 casos de acidentes com escorpiões. Somente de 1º de janeiro até esta quarta-feira (29), já foram contabilizados 3.624 acidentes, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça o alerta à população para a importância da prevenção e, principalmente, da busca rápida por atendimento nas unidades de saúde.

O médico veterinário da Sesau, Clarício Bugarim, destaca que a procura por atendimento médico deve ser imediata após a picada. "Embora a maioria dos acidentes seja considerada leve, é fundamental buscar assistência o mais rápido possível, especialmente no caso de crianças, idosos ou pessoas com comorbidades, pois o quadro pode evoluir para manifestações mais graves", orienta.

Segundo Clarício Bugarim, a dor é o principal sintoma da picada de escorpião, surgindo poucos minutos após o acidente. Em muitos casos, a dor pode vir acompanhada de vermelhidão, formigamento e sudorese. O veneno pode ser absorvido pela circulação sanguínea, exigindo atenção redobrada, principalmente com crianças. "Também podem ocorrer agitação, salivação, náuseas, vômitos, alterações na pressão arterial, arritmia cardíaca, edema agudo pulmonar e choque", explica.

Onde são encontrados

Os escorpiões podem ser encontrados em diversos ambientes, como áreas secas, regiões úmidas, zonas urbanas e até dentro das residências. "Esses animais costumam se esconder em armários, calçados e roupas deixadas no chão, o que aumenta o risco de acidentes domésticos", alerta.

Entre as medidas preventivas recomendadas estão: manter quintais, jardins e áreas externas limpos; evitar acúmulo de lixo, entulhos e folhas secas; vedar frestas, buracos e ralos; instalar telas em ralos, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar roupas e lençóis encostados no chão; sacudir roupas e calçados antes de usar; utilizar luvas ao manusear materiais de construção ou limpeza; e combater insetos, principalmente baratas.

Primeiros socorros

Como primeiros socorros, Clarício Bugarim recomenda lavar o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar o serviço de saúde mais próximo. "Não se deve, em hipótese alguma, colocar gelo ou água fria no local da picada, fazer torniquete, sucção com a boca, aplicar álcool, querosene, fumo ou pó de café, nem ingerir bebida alcoólica ou fumo", enfatiza o médico veterinário da Sesau.

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