Com apoio da Fundepes, Pinacoteca da Ufal reabre as portas para a arte em Alagoas
A Fundação de Desenvolvimento e Apoio à Pesquisa, Ensino e Extensão (Fundepes) marcou presença em mais um importante momento da cultura alagoana. Na última quarta-feira (20), a fundação esteve presente na reabertura institucional da Pinacoteca da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), espaço que retorna à vida cultural do estado após obras de restauração com suporte administrativo-financeiro da Fundepes. A abertura oficial ao público está prevista para o dia 26 de maio, com a "Exposição Pierre Chalita", em homenagem a um dos nomes mais expressivos das artes visuais em Alagoas.
Para o presidente da Fundepes, Edson Bento, a participação da fundação nesse processo é motivo de orgulho. "É um momento de muita alegria para a Fundepes fazer parte dessa história. Apoiar a reabertura da Pinacoteca é trazer de volta um ponto fundamental para estimular a arte e a cultura em Alagoas, e isso nos enche de satisfação", afirmou.
Além do gerenciamento administrativo-financeiro, a Fundepes disponibilizou a engenheira Lucélia Luz, da Nexo Engenharia, para acompanhar e fiscalizar todas as etapas da obra, garantindo o rigor técnico necessário para a restauração do espaço.
A exposição de reabertura presta homenagem a Pierre Chalita, artista nascido em Maceió em 1930, filho de imigrantes libaneses, cuja trajetória passou por cidades como Recife, Rio de Janeiro, Madrid e Paris. Pintor, professor, arquiteto, cenógrafo e restaurador, Chalita formou gerações e deixou uma marca indelével nas artes visuais do estado.
A curadoria é assinada pela museóloga Hildênia Oliveira, que vai além de um recorte estético e busca reposicionar o artista no cenário contemporâneo. "Chalita é monumental, irreverente. Ele traz o cru do ser humano, a inquietude, e leva o público para outro patamar de pensamento artístico contemporâneo", destaca a curadora, que aponta que o artista estava há algum tempo afastado dos espaços expositivos e da mídia.
A mostra está organizada em três conjuntos: "Do Baile", "Paraíso" e "Brasil 500 anos", que percorrem diferentes fases e temáticas da obra do artista, unindo intensidade, movimento e uma atenção constante à condição humana. A exposição também apresenta retratos de Chalita feitos por outros artistas, como Solange Chalita e Dydha Lyra, trazendo camadas de memória e afeto ao conjunto.
Para o diretor da Pinacoteca, Victor Sarmento, a reabertura tem um papel estratégico na cena cultural local. "A gente quer que essa reabertura impulsione jovens artistas e que eles conheçam também os nomes já consolidados. A ideia é promover essa troca entre artistas, sociedade e museus, criando uma energia que se expanda e mantenha esses espaços vivos por muitos anos", afirmou.
A exposição ficará aberta ao público de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 17h, até o dia 21 de agosto. Para visitas em grupos acima de 10 pessoas, é necessário fazer agendamento prévio pelo link disponível no site da Pinacoteca.