Família denuncia negligência no Hospital da Cidade após morte de bebê: “Nasceu no chão”
Gestante teria esperado cerca de uma hora com fortes dores e dado à luz na recepção da unidade; vídeos mostram o chão coberto de sangue
Familiares de uma jovem identificada como Morgana denunciam uma suposta negligência no atendimento prestado pelo Hospital da Cidade uma obra de R$ 266 milhões, em Maceió, após a morte do bebê Nikolas. Segundo a família, a gestante deu à luz na recepção da unidade enquanto aguardava assistência médica.
De acordo com parentes e testemunhas, Morgana chegou ao hospital na noite dessa segunda-feira (3) com fortes dores e contrações, mas teria permanecido cerca de uma hora à espera de atendimento. A família afirma que o bebê se aproximava do sétimo mês de gestação e nasceu sem o acompanhamento imediato de uma equipe médica.
Vídeos divulgados pelos familiares mostram a gestante na recepção do hospital durante a espera por atendimento. Nas imagens, Morgana aparece em meio ao chão ensanguentado após o nascimento do bebê.
Ainda segundo a denúncia, Nikolas teria caído no chão no momento do parto. Profissionais da unidade teriam chegado logo depois com uma maca e iniciado os primeiros atendimentos, mas o bebê não resistiu.
A família também relata divergências sobre o tempo de gestação. Conforme os parentes, informações do acompanhamento pré-natal indicavam que Morgana completaria sete meses de gravidez em 4 de agosto. Uma médica do hospital, no entanto, teria afirmado que o bebê estava com aproximadamente seis meses de gestação.
Os familiares atribuem ainda a uma médica a declaração de que “a criança iria falecer de todo jeito”, enquanto Morgana sofria com as dores. A afirmação faz parte do relato apresentado pela família e ainda precisa ser esclarecida pela unidade hospitalar.
Após a morte de Nikolas, os parentes cobram explicações sobre o tempo de espera, a assistência prestada à gestante e as circunstâncias em que o bebê nasceu na recepção do Hospital da Cidade.