CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO

Operação policial mira fraude milionária em empresa de energia solar em Maceió e Palmeira dos Índios

Esquema liderado por vendedora causou prejuízo que pode chegar a R$ 600 mil; Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos suspeitos

Por Redação Publicado em 15/10/2026 às 09:55
Operação policial mira fraude milionária em empresa de energia solar em Maceió e Palmeira dos Índios Ascom PCAL

Um esquema de fraudes e desvios de recursos financeiros em uma empresa do setor de energia solar culminou, nesta quinta-feira (15), na deflagração da Operação Funcionário do Mês IV. Agentes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Maceió e Palmeira dos Índios.

A documentação colhida até o momento comprova um prejuízo imediato de R$ 150 mil. No entanto, estimativas da própria empresa indicam que as perdas totais decorrentes do golpe podem alcançar a marca de R$ 600 mil.

Como funcionava o golpe

As investigações revelaram que o esquema era articulado por uma vendedora da empresa. Utilizando a relação de confiança que mantinha tanto com os clientes quanto com o empregador, ela recebia pagamentos diretos e desviava os montantes para contas pessoais e de terceiros.

A prática criminosa envolveu ainda:

Falsificação de contratos e assinaturas para a emissão de financiamentos bancários sem o conhecimento dos consumidores.

Oferta de descontos fictícios sob a promessa de quitação antecipada de débitos.

Como a empresa assumiu integralmente a responsabilidade pelos prejuízos causados aos clientes afetados, o rombo financeiro interno acabou mobilizando as autoridades policiais.

Ação policial e bloqueio de bens

A ofensiva foi coordenada pelo delegado Dalberth Pinheiro e conduzida pelos delegados Christian Teixeira e Wesley Gotardo. A ação mobilizou equipes da Delegacia de Estelionatos, da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DNARC) e do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO).

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas bancárias e a apreensão de veículos vinculados aos investigados — medidas cautelares voltadas ao ressarcimento das vítimas.

A Polícia Civil de Alagoas informou que os trabalhos de investigação prosseguem para identificar e responsabilizar todos os coautores envolvidos no esquema.