ALERTA AMBIENTAL

Alagoas registra 386 focos de queimadas em apenas sete dias; Mata Grande está entre os municípios mais atingidos

Levantamento do Instituto do Meio Ambiente revela ocorrências em áreas de preservação e coloca município do Sertão na terceira posição estadual

Por Redação Publicado em 02/11/2026 às 08:08
Levantamento do Instituto do Meio Ambiente revela ocorrências em áreas de preservação e coloca município do Sertão na terceira posição estadual

Alagoas registrou 386 focos de queimadas em apenas sete dias, segundo levantamento do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). Os dados, referentes ao período de 18 a 24 de outubro, mostram ocorrências distribuídas por diferentes regiões do estado, incluindo áreas de preservação ambiental.

O município de Coruripe, no Litoral Sul, apresentou o maior número de registros, com 30 focos. Rio Largo aparece na segunda posição, com 24, seguido por Mata Grande, no Sertão alagoano, com 22 ocorrências.

Atalaia e Penedo também figuram entre os municípios mais atingidos, com 18 registros cada.

Sertão aparece entre as áreas mais afetadas

A presença de Mata Grande na terceira posição do levantamento chama a atenção para os riscos ambientais enfrentados pelo interior de Alagoas.

O município está situado em uma região que apresenta áreas de vegetação de Caatinga, ecossistema particularmente vulnerável aos impactos do fogo em períodos de baixa umidade.

O monitoramento também identificou ocorrências em Água Branca, Belo Monte e Dois Riachos, além de municípios de outras regiões.

As queimadas podem provocar destruição da vegetação nativa, perda de biodiversidade, danos ao solo e comprometimento da qualidade do ar.

A fumaça também representa um problema de saúde pública, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Unidades de conservação também foram atingidas

Dos 386 focos identificados no estado, 34 foram registrados em unidades de conservação ambiental.

A Área de Proteção Ambiental do Pratagy concentrou 18 ocorrências, enquanto as APAs de Murici e da Serra da Caiçara apresentaram sete registros cada.

O Monumento Natural do Rio São Francisco contabilizou outros dois focos.

Essas áreas possuem importância estratégica para a conservação da vegetação, da fauna e dos recursos naturais de Alagoas.

Preocupação com os próximos meses

O monitoramento das queimadas ganha relevância diante das condições climáticas que podem favorecer a propagação do fogo.

Períodos prolongados de estiagem, temperaturas elevadas e baixa umidade aumentam a vulnerabilidade da vegetação e podem dificultar o controle de incêndios.

Especialistas também alertam que o uso inadequado do fogo em atividades rurais pode provocar danos ambientais que ultrapassam os limites das propriedades onde a queima teve início.

Fiscalização e prevenção

A legislação ambiental estabelece restrições ao uso do fogo e prevê responsabilização em casos de infrações.

A população pode colaborar evitando queimadas irregulares e comunicando ocorrências aos órgãos ambientais e ao Corpo de Bombeiros.

Os números divulgados pelo IMA reforçam a necessidade de monitoramento permanente, especialmente nas regiões do Agreste e do Sertão, onde o fogo pode comprometer áreas de vegetação nativa e atividades produtivas.

O levantamento identifica focos de calor monitorados, mas não significa que cada registro corresponda necessariamente a um incêndio de grandes proporções.

A prevenção continua sendo a principal medida para reduzir danos ambientais e proteger comunidades rurais.