IA contra os apagões
O nosso povo, especialmente o de São Paulo, está sofrendo terrivelmente com os sucessivos apagões que vêm ocorrendo. Um prédio de 20 andares, no bairro da Mooca, em São Paulo, ficou cinco dias sem luz, para citar um exemplo. Ficou também três dias sem água pelas mesmas razões. O apagão registrado deixou mais de 2 milhões de imóveis sem energia, na capital paulista. O problema não é novo e poderia ser evitado, apesar das grandes tempestades que ocorreram e até um ciclone extratropical. Uma forma de evitar a tragédia é o enterramento dos fios, mas isso custaria uma fortuna aos cofres públicos.
São Paulo tem 46 km de redes já enterradas e há diversos planos para ampliar a fiação subterrânea. A Enel não dispõe de recursos financeiros para realizar essa importante tarefa. Ela depende também uma mexida na vegetação e um controle das árvores existentes (o estudo da sua idade e resistência). Não é possível conviver com a sistemática queda de árvores em cima de carros e casas, muitas vezes provocando a morte de habitantes. Quando as árvores caem em cima das redes elétricas provocam um estrago enorme.
As alternativas estão sendo estudadas. Sem que sejam tomadas providências que atinjam fortemente o setor energético, especialmente o ligado ao governo federal. Especialistas indicam o uso de sensores e a participação da IA no processo, para diminuir a distância entre os fios, para evitar que eles se toquem, como acontece hoje em dia, nos eventos climáticos mais intensos.
Enfim, há um grande trabalho em perspectiva, para evitar que os atuais apagões continuem a acontecer com uma indesejável frequência.
Enquanto isso, a União Européia investiga o Google por uso de conteúdo de jornais para treinar IA. O problema é que isso se faz sem pagamento, o que constitui um verdadeiro abuso de poder. A IA promove inovações notáveis, mas isso não pode acontecer contra os princípios empresariais correntes. Ela não é a única hoje existente. Essas denúncias podem prejudicar o setor – e isso deve ser considerado.