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Aprendizado crítico

Por Arnaldo Niskier Publicado em 03/03/2026 às 08:00
Arnaldo Niskier Arquivo

Muitos colégios do nosso país acordaram para a realidade da inteligência artificial. Já se tornou uma presença concreta do nosso cotidiano escolar. A nova ferramenta é utilizada de forma ética e crítica, como seria de se desejar. Há uma preocupação de preparar os alunos para um novo mundo, como é de se desejar. No tradicional Colégio Andrews, do Humaitá, fundado pelo querido mestre Carlos Flexa Ribeiro, a iniciativa começa no 4º ano do ensino fundamental, o aprendizado se divide em quatro eixos: pensamento crítico e curadoria de informações; engenharia de prompts; consciência de autoria e letramento algorítmico, com foco em compreender, questionar e avaliar a tecnologia, e não apenas utilizá-la.

Esses estudos começaram em 2023, quando se iniciaram as questões sobre o ChatGPT. Os professores têm sido treinados para isso.
O desejo, nesse processo, é o uso da IA de forma crítica. A escola deve assegurar que a IA nunca substitua o papel do professor, ou seja, a IA não pode tirar a autoria ou a mediação docente. O mesmo processo está acontecendo na Escola Sá Pereira, em que a IA está a serviço da educação que respeita a diversidade, promove o espírito crítico e valorize a escuta pedagógica.

O que se está verificando é que a IA já se encontra presente no cotidiano dos alunos. Ignorar isso é remar contra a maré. O que se deve é promover o letramento. Devemos identificar onde estão os seus limites. Eles precisam ser conhecidos.

Está na “Folha de São Paulo” uma seção em que os leitores enviam desenhos de crianças com desenhos sobre o que elas gostariam de fazer nas férias, quando estão longe da escola. É para colorir, o que se transforma em aquarelas. É um exercício de inteligência artificial. Como se nota, a IA tem múltiplas aplicações, embora no caso se esteja respeitando o que entendemos também por jornalismo. Devemos valorizar a ligação da inteligência artificial com o jornalismo propriamente dito.