Após causar prejuízos, Equatorial aparece em Canafístula para trocar rede elétrica, mas deixa consumidores sem resposta
Foi nesta quinta-feira, 8 de janeiro, que a Equatorial Alagoas finalmente apareceu no distrito de Canafístula, em Palmeira dos Índios, para realizar a troca da posteação e da fiação elétrica de ruas da comunidade. A intervenção ocorreu apenas depois de uma sequência de danos graves provocados por oscilações e quedas bruscas de energia.
Entre os prejuízos registrados estão o estouro do transmissor, a queima de equipamentos eletrônicos e aparelhos de ar-condicionado da Rádio Cacique FM, além de danos semelhantes em residências de moradores do distrito. Mesmo diante desse cenário, os usuários prejudicados seguem sem qualquer resposta concreta da concessionária.
Durante a execução do serviço, Canafístula ficou sem energia elétrica das 11h da manhã até as 17h, quando o fornecimento foi restabelecido após a substituição dos postes e fios antigos. A ação, embora necessária, expõe uma prática recorrente da Equatorial: agir apenas depois do prejuízo, quando o dano já está consumado e o transtorno instalado.
O que agrava ainda mais a situação é o sistema precário de atendimento ao consumidor. Moradores e representantes da emissora relatam dificuldades extremas para registrar ocorrências, solicitar vistoria técnica ou pedir ressarcimento pelos equipamentos danificados. Os canais de atendimento são apontados como ineficientes, lentos e incapazes de dar retorno efetivo a quem foi lesado.
A troca emergencial da rede elétrica levanta uma pergunta inevitável: se a estrutura precisava ser substituída, por que a manutenção preventiva não foi feita antes? A resposta parece óbvia para a população: falta de planejamento, descaso com o interior e uma postura que trata o consumidor como refém de um serviço essencial monopolizado.
Em Canafístula, o sentimento predominante é de indignação. A comunidade entende que a Equatorial só “deu as caras” depois que a situação saiu do controle, atingindo a comunicação local, residências e equipamentos de trabalho. Ainda assim, ninguém foi indenizado, ninguém recebeu explicações técnicas claras e ninguém sabe quando — ou se — os prejuízos serão ressarcidos.
O episódio reforça as críticas já feitas em todo o estado de Alagoas: a Equatorial presta um serviço instável, mantém um atendimento deficiente e se comporta como se fosse imune à fiscalização e à responsabilização. Enquanto isso, consumidores continuam arcando sozinhos com prejuízos que não causaram.
Diante da gravidade dos fatos, cresce a cobrança por atuação firme de órgãos fiscalizadores e de defesa do consumidor. Energia elétrica é um serviço essencial — e o que acontece em Canafístula é mais um retrato de uma concessionária que falha, prejudica e não responde.