Mãe acusa negligência médica após perder bebê durante o parto em Palmeira dos Índios
Um desabafo publicado nas redes sociais por uma moradora de Palmeira dos Índios ganhou forte repercussão e levantou questionamentos sobre a assistência prestada na maternidade do município. Em um vídeo comovente, a mulher relata a perda da filha recém-nascida e afirma que a morte ocorreu em decorrência de falhas no atendimento médico durante o trabalho de parto.
No depoimento, a mãe diz que o vídeo não deveria existir. Segundo ela, o momento deveria ser de alegria, com a filha viva em seus braços, e não de dor e denúncia. Abalada, afirma que está usando as redes sociais como forma de buscar justiça.
De acordo com o relato, ela deu entrada na maternidade em um sábado, por volta das 9h da manhã, após o rompimento da bolsa. A denúncia aponta que, mesmo diante da situação, não houve atendimento imediato. A mulher afirma que permaneceu aguardando por longas horas até ser avaliada, período em que, segundo ela, já haviam se passado mais de 24 horas desde o rompimento da bolsa.
Ainda conforme o depoimento, houve tentativa de indução do parto vaginal com medicação, mas sem sucesso na dilatação. Somente à noite, por volta das 22h13, foi realizada uma cesariana de emergência. A mãe sustenta que a demora no atendimento e na tomada de decisão médica foi determinante para o desfecho trágico.
Em tom de revolta e sofrimento, ela afirma que sua filha “foi morta” por negligência e mostra, no vídeo, o que descreve como evidência do sofrimento da criança. O conteúdo é forte e emocional, refletindo o estado de choque e luto vivido pela família.
Até o momento, não há informações oficiais sobre abertura de sindicância ou investigação administrativa para apurar o caso. A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da maternidade ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.
O caso reacende o debate sobre a qualidade da assistência obstétrica na rede pública e a importância da apuração rigorosa de denúncias dessa natureza. Familiares e internautas cobram providências dos órgãos competentes, enquanto a mãe afirma que seguirá lutando para que a morte da filha não fique sem respostas.