Segundo jacaré é encontrado morto no açude do Goití em menos de 15 dias em Palmeira dos Índios
Briga por território entre os animais é apontada como principal causa; situação acende alerta sobre riscos à população
Mais um jacaré foi encontrado morto às margens do Açude do Goiti, em Palmeira dos Índios. É o segundo espécime localizado sem vida em menos de 15 dias no principal cartão-postal da cidade, que fica no centro urbano e é frequentado diariamente por moradores e visitantes.
De acordo com informações repassadas por órgãos oficiais, a causa mais provável da morte é o confronto entre os próprios animais. A explicação técnica aponta para disputas por território dentro do açude, especialmente em períodos de maior concentração ou estresse ambiental.
O Açude do Goiti abriga uma população conhecida de jacarés que, ao longo dos anos, passou a conviver relativamente próxima à área urbana. No entanto, especialistas explicam que esses répteis são naturalmente territorialistas. Em ambientes com espaço limitado, a competição por áreas de domínio pode resultar em ataques fatais entre indivíduos da mesma espécie.
Território, estresse e comportamento agressivo
Segundo técnicos ambientais, a agressividade pode aumentar quando há disputa por espaço, alimento ou áreas de reprodução.
Com o crescimento urbano ao redor do açude e a presença constante de pessoas, os animais podem apresentar comportamento mais defensivo ou deslocamentos inesperados.
Além do impacto ambiental, a situação acende um alerta para a segurança da população. O Açude do Goiti é utilizado para caminhadas, atividades físicas e lazer, o que intensifica a circulação de pedestres nas proximidades da água.
Embora não haja registro recente de ataques a pessoas, o comportamento territorial pode tornar os jacarés mais imprevisíveis.
Quando pressionados ou em busca de isolamento dentro de seu habitat, eles podem se aproximar de áreas onde há fluxo de transeuntes.
Monitoramento e orientação à população
A recomendação dos órgãos competentes é que a população mantenha distância das margens, evite qualquer tentativa de aproximação ou alimentação dos animais e comunique imediatamente qualquer movimentação atípica às autoridades ambientais.
É necessário o monitoramento contínuo da fauna local e de estudos sobre a capacidade de suporte do açude para a manutenção da espécie em ambiente urbano.
Enquanto isso, a morte do segundo jacaré em tão curto intervalo de tempo reacende o debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e segurança pública no coração de Palmeira dos Índios.