Polícia Federal investiga invasão e crimes ambientais na Serra da Barriga
Operação Kimbundu apura ocupação irregular, desmatamento, queimadas e ameaças a agentes em área tombada pelo IPHAN
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Kimbundu para apurar a atuação de um indivíduo suspeito de promover invasões, degradação ambiental e incêndios em uma área de proteção federal localizada no Monumento Nacional Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, em Alagoas. O local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e possui relevância histórica, cultural e ambiental reconhecida em todo o país.
Segundo informações apuradas durante as investigações, o suspeito teria ocupado de forma irregular parte da área protegida, avançando sobre o território preservado e promovendo ações como desmatamento e queimadas. As práticas ilegais teriam causado danos diretos ao meio ambiente e colocado em risco estruturas e vestígios históricos ligados ao antigo Quilombo dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil.
O inquérito também aponta indícios de que o investigado teria ameaçado e afrontado guardas florestais ligados à Fundação Cultural Palmares, instituição responsável pela preservação, fiscalização e vigilância do monumento nacional. As ameaças teriam ocorrido no contexto das tentativas de coibir a ocupação irregular e impedir novas ações de degradação na área tombada.
A Operação Kimbundu cumpriu medidas de investigação autorizadas pela Justiça Federal, com o objetivo de reunir provas que subsidiem a responsabilização penal dos envolvidos. A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento e que o caso envolve crimes ambientais e outros ilícitos previstos na legislação federal.
O Monumento Nacional Serra da Barriga é considerado um dos mais importantes patrimônios históricos do país, tanto pelo valor ambiental quanto pela memória coletiva que representa, sendo alvo constante de ações de proteção por órgãos federais e entidades culturais.