VIOLÊNCIA

Jovem é morto após criminosos invadirem condomínio na madrugada

Vítima tentou fugir dos atiradores, mas foi alcançada na portaria; trio suspeito segue foragido

Por Redação Publicado em 13/02/2026 às 11:47
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

O jovem Júlio César, de 28 anos, foi executado a tiros na madrugada desta sexta-feira (13) após ter a residência invadida por criminosos encapuzados em um condomínio situado no Conjunto Eustáquio Gomes, no bairro Cidade Universitária, parte alta da capital. Três suspeitos foram apontados pela Polícia Civil como envolvidos no homicídio e continuam foragidos.

De acordo com o delegado Daniel Scaramelo, que esteve no local para os primeiros levantamentos, o ataque ocorreu por volta das 3h. O grupo teria conseguido acessar o condomínio e, em seguida, arrombou a porta da casa da vítima. Júlio César foi surpreendido dentro do imóvel e passou a ser perseguido pelos invasores.

Conforme relato da autoridade policial, ao perceber a presença dos criminosos, a vítima correu para um dos quartos e tentou se esconder. Os suspeitos, no entanto, cercaram a residência e passaram a atirar também pela janela do cômodo, numa tentativa de surpreendê-lo.

“Eles entraram no condomínio, arrombaram a porta da vítima e começaram a disparar. A vítima conseguiu se abrigar dentro do quarto. Nesse momento, o trio arrodeou a casa para surpreendê-la pela janela. Depois, ela abriu a porta e correu na direção da portaria, mas foi alcançada e baleada várias vezes”, detalhou o delegado.

Mesmo tentando escapar em direção à guarita, Júlio César foi atingido por diversos disparos e morreu antes de receber socorro.

Durante a ação criminosa, o porteiro do residencial se escondeu no banheiro da guarita para não ser atingido. Um vigilante que também estava de serviço no momento do atentado conseguiu escapar ileso.

Um trabalhador que permanecia acordado relatou o pânico vivido durante a invasão. Segundo ele, os criminosos chegaram a entrar na portaria, quebraram a televisão do local e levaram dois celulares do porteiro, além do aparelho utilizado na guarita. “Só não levaram o meu porque consegui me esconder”, afirmou a testemunha, que pediu para não ser identificada.

Equipes da Polícia Científica realizaram a perícia e recolheram vestígios que podem contribuir para a identificação e localização dos suspeitos. Após os procedimentos, o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

A Delegacia de Homicídios dará continuidade às investigações para esclarecer a motivação do crime e capturar os envolvidos. Até o momento, ninguém foi preso.