Juros param de cair: Selic em 13,75% exige atenção ao custo das compras parceladas
Pausa nos cortes mantém crédito sob pressão; consumidores devem comparar o valor total dos contratos, não apenas as prestações
A interrupção dos cortes da taxa básica de juros mantém a atenção sobre o custo do crédito às vésperas das compras de fim de ano. Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, por unanimidade, conservar a Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma sequência de cinco reduções consecutivas.
Para quem pretende financiar uma compra, contratar empréstimo ou reorganizar dívidas, a decisão não significa uma alteração automática nas parcelas. A Selic é uma referência para a economia, mas as condições oferecidas ao consumidor também dependem da modalidade, do prazo, do risco da operação e da instituição financeira.
Contratos com juros previamente fixados não são recalculados simplesmente porque o Copom decidiu manter a taxa básica. Nas novas operações, a comparação entre propostas continua sendo fundamental.
O principal indicador dessa comparação é o Custo Efetivo Total, conhecido como CET. Ele reúne juros, tarifas, tributos e outras despesas previstas no financiamento, permitindo avaliar quanto o crédito efetivamente custará. O Banco Central orienta que o consumidor observe esse indicador antes de contratar.
Uma prestação menor pode resultar apenas de um prazo mais longo. Por isso, além de verificar se a parcela cabe no orçamento, é necessário conferir a soma de todos os pagamentos e comparar o preço à vista com o valor financiado.
As ofertas de crédito e de venda a prazo devem informar o custo efetivo total e a soma a pagar com e sem financiamento, conforme as regras de proteção ao consumidor.
Para pequenos negócios, o mesmo cuidado vale na contratação de capital de giro e na compra financiada de equipamentos ou mercadorias. A manutenção da Selic não determina uma taxa única para essas operações, tornando importante comparar as condições completas de cada proposta.