Presidente da Fifa avalia fim de suspensão à Rússia e defende prêmio da paz a Trump
Gianni Infantino sugere retorno da Rússia às competições e justifica homenagem a ex-presidente dos EUA
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, sinalizou apoio ao retorno da Rússia e de seus clubes às competições internacionais, indicando que a suspensão de quatro anos imposta ao país pode ser revista em breve.
Desde fevereiro de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, clubes russos e a seleção nacional estão afastados de torneios organizados pela Fifa e pela Uefa.
Segundo Infantino, a medida precisa ser reavaliada. "Essa proibição não alcançou nada, apenas gerou mais frustração e ódio", afirmou o dirigente em entrevista à Sky Sports.
Para ele, o fim da punição traria benefícios imediatos. Infantino declarou ainda que a Fifa "nunca deveria proibir nenhum país de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos". "A possibilidade de meninas e meninos da Rússia jogarem futebol em outras partes da Europa seria uma grande ajuda", completou.
As declarações do presidente, porém, foram criticadas pelo ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, que classificou as falas de Infantino como "irresponsáveis e infantis".
Infantino também defendeu a escolha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para receber o "Prêmio da paz da Fifa". Segundo ele, Trump teria encerrado diversos conflitos desde seu retorno ao poder, em janeiro de 2025. "Objetivamente, ele merece", afirmou o dirigente ítalo-suíço.