Guardiola expressa solidariedade às vítimas de conflitos ao redor do mundo: 'Isso me dói'
Técnico do Manchester City faz apelo por empatia diante de tragédias humanitárias e critica inação política.
O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, transformou uma coletiva de imprensa sobre futebol em um emocionante apelo pela empatia diante das tragédias humanitárias que assolam o mundo.
Após participar de um evento beneficente em Barcelona, sua cidade natal, em apoio às crianças palestinas, Guardiola não retornou a tempo para compromissos habituais com a imprensa antes da partida contra o Tottenham, pela Premier League. Nesta terça-feira, ao retomar contato com os repórteres, voltou a abordar temas além das quatro linhas.
"Nunca, jamais na história da humanidade tivemos acesso a tanta informação diante dos nossos olhos, vendo tudo com tamanha clareza como agora", afirmou, referindo-se ao que classificou como genocídio na Palestina. O treinador também citou a guerra na Ucrânia e outros conflitos globais.
"Existe alguém que veja as imagens do que está acontecendo ao redor do mundo, as guerras, que não seja afetado? Não se trata de estar certo ou errado. Talvez um político seja de esquerda, de direita... mas existe alguém aqui que não se sensibilize com o que acontece todos os dias? Hoje podemos ver. Antes, não podíamos. Isso me dói", declarou Guardiola.
Ele prosseguiu: "Se eu estivesse do lado oposto, isso também me doeria. Desejar o mal a outro país? Isso me dói. Matar milhares de pessoas inocentes, isso me dói. Não é mais complicado do que isso. Nada mais", afirmou, cobrando um posicionamento mais firme dos líderes políticos.
Aos 55 anos, Guardiola reforçou que "proteger os seres humanos e a vida humana é a única coisa que temos de fazer", enfatizando que sua fala não se trata de política ou de tomar partido.
O treinador do Manchester City afirmou ainda que pretende usar seu status no esporte para "ajudar, falando abertamente, a construir uma sociedade melhor".