FUTEBOL

Corinthians alterna títulos com irregularidade e peca em clássicos no início de 2026

Publicado em 09/02/2026 às 12:45
Corinthians alterna títulos com irregularidade e peca em clássicos no início de 2026 Reprodução / Instagram

O início de temporada do Corinthians em 2026 tem sido marcado por contrastes. Em pouco mais de três semanas, o time conquistou a Supercopa do Brasil diante do Flamengo, apresentou domínio contra adversários de menor expressão no Campeonato Paulista e, ao mesmo tempo, acumulou dificuldades nos principais testes do calendário, especialmente nos clássicos regionais.

A derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, neste domingo (8), na Neo Química Arena, reforçou essa oscilação. O resultado encerrou uma sequência de quase quatro anos sem perder para o rival em casa, mas não refletiu, necessariamente, uma atuação inferior do Corinthians ao longo da partida. Ainda assim, o tropeço manteve o time sem vitórias em clássicos neste ano.

O recorte da temporada mostra um Corinthians competitivo na maioria dos jogos, mas com dificuldades para transformar desempenho em resultado diante dos principais adversários. Contra o Santos, a equipe foi amplamente superior e esteve à frente no placar até os minutos finais, mas cedeu o empate, o qual custou dois pontos em um jogo marcado por algumas falhas individuais.

Diante do São Paulo, o time de Dorival Júnior conseguiu fazer um bom jogo (principalmente na primeira etapa) e ser incisivo quando tinha a bola nos pés. No entanto, a superioridade não foi refletida no placar, e o time alvinegro precisou contar com o brilho de Breno Bidon já no apagar das luzes para evitar o que seria apenas a segunda derrota da história para o rival em Itaquera.

Já contra o Palmeiras, assim como aconteceu nos outros clássicos, o Corinthians apresentou um bom desempenho coletivo, sendo melhor que o adversário em boa parte do jogo: criou mais e teve maior posse de bola e volume ofensivo. Porém, foi punido no final da partida e saiu derrotado por 1 a 0, em uma das poucas chances criadas pelo Verdão no jogo.

RESULTADOS DOS CLÁSSICOS NÃO REFLETEM O FUTEBOL DO CORINTHIANS

Em termos de funcionamento coletivo, o time de Dorival Júnior tem apresentado bons momentos. A equipe consegue ocupar o meio-campo, troca passes com frequência e chega ao ataque com diferentes peças. No entanto, a eficiência ofensiva tem sido um ponto de inflexão. Em partidas como o dérbi do fim de semana, o Corinthians construiu oportunidades, mas não conseguiu converter o controle do jogo em gols.

Nos confrontos contra adversários de menor porte, o cenário foi diferente. Mesmo sem exibir grande criatividade em alguns jogos, o Corinthians cumpriu o objetivo de somar pontos. A vitória por 3 a 0 sobre o Capivariano é um exemplo, com participação decisiva de jogadores formados na base, enquanto o triunfo fora de casa sobre o Velo Clube mostrou capacidade de adaptação em contextos distintos.

A bola parada segue como um dos principais trunfos da equipe de Dorival. Jogadas ensaiadas e o jogo aéreo, especialmente com Gustavo Henrique, têm sido recorrentes na produção ofensiva. Foi assim, inclusive, contra a Ponte Preta, no jogo de esteia da temporada, e na Supercopa Rei, quando o Corinthians abriu o placar contra o Flamengo após jogada de escanteio.

Contra a equipe rubro-negra, vale destacar, o Timão construiu vantagem a partir de organização defensiva, intensidade no meio-campo e aproveitamento das chances criadas - ponto que está deixando a desejar na temporada.

DESTAQUES INDIVIDUAIS

Individualmente, alguns jogadores têm se destacado pela regularidade apresentada. O volante André Luiz, de 19 anos, ganhou espaço pela intensidade, força física e participação constante tanto na marcação quanto na saída de bola. Já Breno Bidon, atuando mais adiantado no meio de campo, mantém papel central na articulação ofensiva e no equilíbrio do setor, sendo uma das principais válvulas de escape da equipe.

Memphis Depay tem contribuído com mobilidade no ataque, enquanto Yuri Alberto oferece profundidade e presença nas transições ofensivas. O aproveitamento de atletas da base também aparece como característica do trabalho de Dorival Júnior, com jovens sendo acionados em diferentes momentos.

A campanha apresentada até aqui nesse início de temporada indica um Corinthians competitivo, mas ainda em busca de maior regularidade e, principalmente, eficiência ofensiva. O desempenho contra adversários de alto nível tem sido suficiente para equilibrar - e até controlar parte dos jogos -, mas não para definir resultados.

À medida que o calendário avança, a capacidade de transformar boas atuações em vitórias tende a ser um dos principais desafios do time alvinegro para a sequência da temporada.