Albertini diz que jogadores 'fugiram' dos pênaltis contra Brasil em 1994
Ex-meia afirmou que dois atletas da Inter e do Milan se 'esconderam'
Demetrio Albertini, ex-meio-campista do Milan e da seleção italiana, revelou que dois jogadores da Azzurra "se esconderam atrás do banco de reservas" para evitar a cobrança de pênaltis na final da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, contra o Brasil.
Ídolo rossonero, o ex-atleta afirmou que os companheiros que "fugiram" da responsabilidade defendiam Milan e Internazionale à época.
"Eu tinha 22 anos e toda a minha carreira pela frente. Tinha a imprudência e a atitude despreocupada do mais novo do grupo. Sacchi me perguntou se eu me sentia à vontade para bater um pênalti, e eu fui sem pensar duas vezes. Enquanto isso, houve alguns que se esconderam atrás do banco apenas para evitar a cobrança. Nunca vou revelar os nomes, mas um deles jogava no Milan e o outro na Inter", declarou Albertini em entrevista ao jornal Gazzetta dello Sport.

Na ocasião, a seleção italiana contava com apenas um jogador da Inter, o meio-campista Nicola Berti. Já o Milan era representado por Paolo Maldini, Roberto Donadoni e o próprio Albertini. Este penúltimo, atualmente treinador do Spezia, já havia desperdiçado um pênalti na derrota para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 1990.
Nas penalidades que decidiram o Mundial dos EUA, os italianos Franco Baresi, Daniele Massaro e Roberto Baggio erraram suas cobranças e permitiram que o Brasil conquistasse o tetracampeonato. No entanto, o antigo camisa 10 da Azzurra foi considerado o maior vilão da derrota dos europeus.
Revelado pelo Diavolo, Albertini também defendeu Padova, Atlético de Madrid, Lazio, Atalanta e Barcelona. Pelo clube milanês, foi pentacampeão da Série A e conquistou três títulos da Liga dos Campeões.