JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO

Nicole Silveira termina em 11º no skeleton e quebra recorde brasileiro

Gaúcha supera própria marca e alcança o melhor resultado do Brasil em esportes de gelo nas Olimpíadas de Inverno, em Milão-Cortina.

Publicado em 14/02/2026 às 17:05
Nicole Silveira Gabriel Heusi/COB

Nicole Silveira escreveu um novo capítulo na história do esporte brasileiro em Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado. Quatro anos após conquistar o 13º lugar no skeleton em Pequim-2022, a atleta gaúcha superou sua própria marca e finalizou a prova em 11º lugar nos Jogos de Milão e Cortina, com o tempo total de 3min51s82. Com esse resultado, Nicole deixou para trás 14 das 25 competidoras.

A medalha de ouro ficou com a austríaca Janine Flock, que completou o percurso em 3min49s02 e atingiu a impressionante velocidade de 124,91 km/h. O pódio foi completado pelas alemãs Susane Kreher (3min49s32) e Jacqueline Pfeifer (3min49s46). Kim Meylemans, esposa de Nicole e representante da Bélgica, disputou as primeiras posições e terminou em sexto lugar, com 3min50s67.

"É dia dos namorados aqui. Então, foi o final perfeito. Estou muito orgulhosa de ter ela como esposa", declarou Nicole à CazéTV. "A jornada não foi fácil. A gente conseguiu mostrar ao mundo que dois países sem tradição de inverno conseguem lutar contra esses maiores que têm mais verba", completou.

No skeleton olímpico, a classificação é definida pela soma dos tempos das quatro descidas. Nicole começou bem a terceira bateria, mas perdeu alguns décimos após uma leve batida no início do trajeto, fechando a volta em 58s11 — um tempo superior aos obtidos na sexta-feira, quando marcou 57s93 e 57s85 nas duas primeiras descidas. Ela iniciou o sábado em 12º lugar, mas, com o tempo acumulado de 2min53s89 ao final da terceira rodada, subiu para a 11ª posição.

Na última bateria, as atletas largam em ordem inversa à classificação anterior. Nicole chegou a liderar a disputa ao registrar 57s93, fechando sua participação com o tempo total de 3min51s82. Para avançar ainda mais, precisava que alguma das dez primeiras colocadas cometesse erros na descida final, o que não ocorreu.