Os novos goleiros do Brasil: Quem pode assumir o lugar de Alisson no ciclo até 2026?
Conheça os jovens goleiros brasileiros que despontam como sucessores de Alisson na Seleção rumo à Copa do Mundo de 2026, com análise de desempenho, estatísticas e projeções
O Brasil sempre tratou a posição de goleiro com respeito quase reverencial. De gerações históricas até a era moderna, a camisa 1 da Seleção passou a representar segurança, liderança e alto nível técnico. Hoje, esse posto pertence a Alisson Becker, titular absoluto da Seleção Brasileira e referência no Liverpool FC. Ao seu lado, como alternativa imediata, está Ederson, destaque do Manchester City.
No entanto, com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a discussão inevitável surge: quem será o próximo grande goleiro do Brasil? A resposta começa a tomar forma nos gramados do Brasileirão, onde desempenho e regularidade também passam a influenciar análises de apostas esportivas em cada plataforma com as melhores taxas de retorno, já que a consistência defensiva impacta diretamente mercados como saldo de gols e probabilidade de vitória.
Mycael: Juventude, Reflexo e Formação Internacional
Entre os nomes mais promissores está Mycael Pontes Moreira, nascido em 12 de março de 2004. Com 1,91m de altura, perfil atlético e reflexos rápidos, ele representa o modelo moderno de goleiro brasileiro: seguro nas defesas, confortável com os pés e com boa leitura de jogo.
Revelado pelo Athletico Paranaense, Mycael construiu sua trajetória de forma gradual. Tornou-se profissional em 2021, mas ganhou espaço real a partir de 2024, quando começou a acumular minutos na equipe principal. Em 2025, consolidou-se como opção relevante no elenco, somando mais de 1.500 minutos em competições nacionais.
Seus números mostram evolução consistente: 40 defesas registradas na temporada, 3 jogos sem sofrer gols, 63,5% de aproveitamento em defesas e 81% de precisão nos lançamentos longos. Ainda não são estatísticas de um goleiro dominante, mas indicam potencial técnico e margem clara de crescimento.
O diferencial de Mycael está também no histórico internacional. Ele foi campeão do Sul-Americano Sub-20 em 2023 e eleito melhor em campo na final contra o Uruguai. Já recebeu convocação para a Seleção principal em 2023, mesmo sem ter estreado oficialmente. Para um goleiro de 21 anos, isso representa reconhecimento precoce.
Anthoni: Regularidade e Personalidade no Internacional
Outro nome que ganhou força no debate é Anthoni Spier Souza, nascido em 23 de janeiro de 2002. Aos 23 anos, ele vive o momento mais consistente da carreira defendendo o Sport Club Internacional.
Com 1,93m e forte presença física, Anthoni assumiu a titularidade em um momento delicado, aproveitando lesões de companheiros mais experientes. Desde então, consolidou-se como peça-chave no sistema defensivo colorado.
Na temporada 2025-2026 do Brasileirão, ele ultrapassou a marca de 20 partidas disputadas, com aproximadamente 6 jogos sem sofrer gols e média de avaliação próxima a 6,9 segundo plataformas especializadas. Em determinados períodos, chegou a registrar sequência de quatro vitórias consecutivas, com atuações decisivas contra adversários tradicionais.
Anthoni se destaca não apenas pelas defesas em curta distância, mas também pela qualidade na reposição de bola. Internacional adota modelo de pressão alta e transições rápidas, exigindo do goleiro precisão nos passes longos e leitura tática. Nesse aspecto, ele tem mostrado maturidade acima da média para a idade.
O Contexto da Transição na Seleção
Atualmente, a hierarquia da Seleção ainda é clara. Alisson segue como titular absoluto, enquanto Ederson mantém status consolidado. Outros nomes como Bento e Hugo Souza funcionam como ponte entre a geração experiente e os mais jovens.
O desafio para os novos goleiros não é apenas técnico. A Seleção Brasileira exige controle emocional, liderança e capacidade de decisão sob pressão extrema. A Copa do Mundo de 2026, que será disputada em território norte-americano, promete alto nível de competitividade e exposição global.
Dentro desse cenário, Mycael aparece como projeto de médio prazo, enquanto Anthoni surge como alternativa mais imediata para testes em amistosos e competições preparatórias.
O Perfil do Goleiro Brasileiro Moderno
A evolução do futebol transformou o papel do goleiro. Hoje, não basta defender bem. É necessário participar da construção de jogo, oferecer opção de passe sob pressão e atuar como último defensor fora da área.
Tanto Mycael quanto Anthoni apresentam características alinhadas com essa tendência. Mycael demonstra perfil mais técnico e formativo, enquanto Anthoni combina imposição física com regularidade competitiva.
O mercado também acompanha essa movimentação. Avaliado em torno de €1,8 milhão, Mycael ainda possui margem significativa de valorização. Anthoni, com valor estimado superior a €4 milhões, já entra em radar de possíveis negociações internacionais.
Projeção para 2026
A curto prazo, é improvável que algum dos dois assuma protagonismo imediato na Seleção principal. No entanto, o ciclo de quatro anos permite evolução consistente, especialmente se mantiverem regularidade nos clubes.
Historicamente, o Brasil não antecipa trocas bruscas na posição. A transição costuma ser planejada e gradual. Ainda assim, amistosos internacionais, torneios pré-olímpicos e convocações experimentais podem abrir portas.
Se mantiverem crescimento técnico e estabilidade emocional, ambos podem figurar como opções reais no grupo ampliado para 2026. Mycael representa aposta estratégica de longo prazo. Anthoni, por sua vez, surge como solução competitiva já consolidada no cenário nacional.
O Brasil vive momento interessante na formação de goleiros. Enquanto Alisson e Ederson ainda garantem alto nível, uma nova geração começa a ganhar espaço e confiança.
Mycael simboliza talento bruto com base internacional sólida. Anthoni representa consistência e maturidade precoce em clube de grande pressão. Ambos ilustram a capacidade contínua do futebol brasileiro de renovar sua posição mais sensível.
A corrida pela camisa 1 da Seleção ainda está aberta. E, como sempre no futebol brasileiro, a disputa promete ser intensa, técnica e marcada por evolução constante até o apito inicial da Copa de 2026.