PARALIMPÍADAS

Itália fatura prata no Super-G com Bertagnolli nas Paralimpíadas

Rússia voltou a subir no lugar mais alto do pódio no megaevento esportivo

Por Redação ANSA Publicado em 09/03/2026 às 16:40
Giacomo Bertagnolli, ao lado do guia Andrea Ravelli, conquistou prata no Super-G ANSA

O esquiador alpino italiano Giacomo Bertagnolli, ao lado do guia Andrea Ravelli, conquistou nesta segunda-feira (9) a medalha de prata na prova masculina do Super-G para deficientes visuais das Paralimpíadas de Inverno de 2026, em Milão e Cortina d'Ampezzo.

O atleta de 27 anos, natural da região de Trentino-Alto Ádige, terminou a prova apenas 16 centésimos de segundo atrás do medalhista de ouro, o austríaco Johannes Aigner. O canadense Kalle Ericsson completou o pódio.

Para o esquiador trentino de Cavalese, a prata no Super-G é o segundo pódio na atual edição das Paralimpíadas, após o bronze no downhill, além de representar a 10ª medalha paralímpica da carreira, considerando também os resultados obtidos em PyeongChang-2018 e Pequim-2022.

"Estamos radiantes. É uma bela medalha de prata, a segunda nestes Jogos na segunda prova disputada. Por enquanto, temos dois pódios em duas provas. Dezesseis centésimos de segundo não são nada, então, para mim, considerando como esquiei hoje, ataquei a pista e cheguei até o fim, é como se fosse uma medalha de ouro", celebrou Bertagnolli.

A Azzurra tem cinco medalhas em Milão-Cortina d'Ampezzo, com dois ouros, duas pratas e um bronze. Na classificação, os anfitriões aparecem atrás apenas de China, Ucrânia e Áustria.

A Rússia, por sua vez, subiu ao lugar mais alto do pódio em Milão-Cortina pela primeira vez, com a esquiadora Varvara Voronchikhina, vencedora da prova feminina do Super-G na categoria em pé. O ouro foi conquistado após um retorno controverso da nação aos Jogos Paralímpicos.

Esta é a primeira medalha de ouro da Rússia no megaevento desde a edição de 2014, em Sóchi, alguns anos antes da exclusão do país de PyeongChang-2018 por descumprimento das normas antidoping e de Pequim-2022 devido à invasão da Ucrânia.

"É muito especial para mim, porque vejo a bandeira entre meus amigos que vieram para cá. Ainda não consigo acreditar e talvez só entenda o que aconteceu mais tarde. Tenho um grande apoio da minha família, dos meus amigos e de toda a Rússia", disse a jovem esquiadora.