Clima de guerra no CSA: Protesto por salários termina em demissão em massa e polícia no CT
Após cobranças por atrasos de pagamento, presidente Robson Rodas bate boca com funcionários, alega investimento próprio e encerra vínculo com trabalhadores
O Centro de Treinamento Gustavo Paiva, em Maceió, foi palco de cenas de tensão na manhã desta quarta-feira (11). O que começou como uma cobrança legítima de funcionários do CSA por salários atrasados escalou para um confronto direto com o presidente do clube, Robson Rodas, resultando em demissões verbais, acusações de agressão e a intervenção da Polícia Militar.
O estopim: Cinco dias de atraso e incerteza
Trabalhadores do clube decidiram protestar devido ao atraso de cinco dias no pagamento da folha salarial de fevereiro. Em vídeos que circulam nas redes sociais, o desespero de quem mantém o dia a dia do "Azulão" ficou evidente. Relatos de preocupação com contas básicas, como aluguel e alimentação, deram o tom das cobranças feitas à diretoria.
"Estão todos demitidos": A reação do presidente
Durante a discussão, o presidente Robson Rodas tentou justificar a asfixia financeira do clube. O dirigente chegou a afirmar que já aportou R$ 1,5 milhão de recursos próprios para manter as operações.
No entanto, o tom subiu quando Rodas, visivelmente contrariado com a pressão, declarou que os funcionários estavam demitidos e deveriam deixar o local imediatamente. O clima piorou quando um dos colaboradores acusou o dirigente de agressão física durante o bate-boca, o que levou ao acionamento da Polícia Militar de Alagoas para garantir a ordem no CT.
"Coloquei R$ 1,5 milhão do meu bolso", declarou o mandatário ao tentar justificar o caos financeiro.
Um clube sob pressão
A crise interna não é um fato isolado. O episódio desta quarta-feira ocorre em uma semana de extrema instabilidade para o CSA:
Segunda-feira (9): Torcedores foram ao CT cobrar mudanças e ouviram do executivo de futebol, Carlos Bonatelli, que a situação financeira é "grave".
Terça-feira (10): O clube anunciou a contratação do técnico Moacir Júnior, evidenciando o contraste entre investimentos no futebol e dívidas com o quadro funcional.