Ex-goleira de Chelsea e Arsenal morre aos 35 anos após batalha contra tumor cerebral
Amy Carr, ex-jogadora inglesa, enfrentava tumor desde 2015 e mobilizou campanhas por pesquisas sobre a doença.
Amy Carr , ex-goleira inglesa que defendeu clubes como Chelsea e Arsenal no futebol feminino, morreu aos 35 anos após uma longa luta contra um tumor cerebral. A informação foi divulgada por organizações dedicadas à pesquisa da doença, que prestaram homenagens ao atleta.
Carr descobriu o tumor em 2015, após um episódio inusitado: ao desmaiar ao ver uma aranha, estudou atendimento médico e, após exames detalhados, uma ressonância magnética revelou o tumor no cérebro, com tamanho semelhante ao de uma bola de golfe.
Em entrevista à BBC na época, Amy relatou o espanto com o diagnóstico. "Eu sabia que não gostava de aranhas, mas desmaiar parecia um fato exagerado. Nunca tinha reagido assim a nada antes", contou.
Após a descoberta, Carr passou por uma craniotomia — cirurgia para remoção do tumor. A recuperação foi solicitada: durante oito dias após o procedimento, ela conseguiu andar ou falar.
A ex-jogadora realizou sessões de radioterapia e quimioterapia, além de um extenso processo de fisioterapia para recuperação de movimentos e a fala.
Mesmo diante das especificações físicas, Amy voltou a se dedicar a desafios pessoais e causas sociais. Em 2024, participou da Maratona de Dublin com o objetivo de arrecadar fundos para pesquisas sobre grandes títulos.
A iniciativa mobilizou doações e arrecadou quase 29 mil libras (cerca de R$ 200 mil), destinadas ao financiamento de estudos científicos sobre a doença.
No ano passado, os médicos informaram que o quadro havia se agravado e que o tumor era considerado terminal, com expectativa de vida estimada entre seis e nove meses.
A organização Brain Tumor Research lamentou a morte de Amy Carr em comunicado oficial: “Estamos profundamente entristecidos ao saber que Amy Carr morreu após sua batalha contra um tumor cerebral, aos 35 anos”.