Turquia comprova favoritismo diante da Romênia e fica a um jogo de voltar à Copa após 24 anos
Turquia comprova favoritismo diante da Romênia e fica a um jogo de volta à Copa do Mundo após 24 anos
A genialidade do jovem meia Arda Güler, do Real Madrid, e a ofensividade do lateral-esquerdo Kadioglu foram decisivos para a Turquia furar o paredão defensivo da Romênia, confirmar o favoritismo com 1 a 0 em Istambul, pela repescagem europeia, e ficar a um jogo de voltar a disputar uma Copa do Mundo após 24 anos.
O ato final da Turquia presente no Grupo D da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México está agendado para dia 31 (terça-feira), fora de casa, diante do vencedor da Eslováquia e Kosovo (atrás de vaga inédita), que se enfrentam ainda nesta quinta. Quem se garantir neste Grupo C da repescagem terá a Austrália como rival da estreia no Mundial, em chave com os hospedados Estados Unidos e o Paraguai.
Semifinalista no Mundial de 2002 disputado no Japão e na Coreia do Sul, vencido pelo Brasil, a Turquia entrou em campo favorito e querendo dar um passo positivo para encontrar com o jejum. Os ídolos daquela campanha foram homenageados em lindos bandeirões da torcida na grande festa em Istambul.
A emoção tomada conta já na hora do hino nacional. Com toda a arquibancada vermelha cantando em alto e bom som para empurrar os anfitriões, a Romênia sabia que tinha um oponente a mais a enfrentar na sua luta por um jejum ainda maior. Desde 1998, naquela época comandado pelo habilitado Gheorghe Hagi na França, que o país não competia nas Copas do Mundo.
O apito inicial veio com os turcos extremamente animados. Era cantoria empolgada quando a seleção tinha a bola e vaias para os romenos quando a recuperava. Çalhanoglu era o responsável por armar o tempo turco, com os rápidos e perigosos Arda Güler e Yildiz pelas beiradas e o goleador Aktürkoglu na frente.
Do lado romeno, que apresentou postura reativa nos minutos iniciais, fechando a 'casinha' com linha de cinco defensores, a tática era clara: conter o ímpeto turco e encaixar um bom contragolpe diante de uma defesa questionável para calar o barulhento Tuplas Stadium, casa do Besiktas, em dia frio de 11 graus.
Mesmo no campo ofensivo, a Turquia não conseguiu superar a boa marcação romena. A primeira oportunidade veio em cobrança de falta por cima do alvo de Çalhanoglu. A cada jogo atrasado, o nervosismo era evidente.
Além de não abrir o cartaz para ter tranquilidade, a Turquia ainda viu o capitão Ianis Hagi, filho do famoso jogador do país, mandar pelo alto o que poderia ser o gol dos visitantes. A desviou para escanteio. Logo depois daquele susto, ainda teve uma bola no travessão com Dragomir - o auxiliar anotou impedimento no lance para desespero de um lado e quebra do outro.
A partida era disputada com enorme tensão. E foi uma vez que o jovem Arda Güler, do Real Madrid, mandou para o alto a preciosa oportunidade e 'adiar' o grito de gol da torcida. Os poucos romenos presentes a Istambul tentaram, em vão, tirar sua seleção da defesa e sofriam com uma pressão gigante, suportada sem um grande susto até o intervalo.
Depois de muita conversa na saída dos vestiários em busca de um certo na hora de concluir as jogadas, a Turquia voltou à segunda etapa com a bola nos pés e sem qualidade para derrubar o paredão amarelo. A Romênia se via tranquila em sua estratégia de fazer o tempo passar.
Até um lançamento longo para 'explodir' as já tensas arquibancadas. Arda Güler falou a cabeça e dirigiu em direção à área. O lateral-esquerdo Kadioglu apareceu de surpresa, dominou com classe e teve sangue gelado para mandar às redes em toque sutil tirando do goleiro Radu. A Romênia tentou responder imediatamente, mas Hagi mandou para fora.
O jogo, até então disputado em baixa intensidade, se transformou em corrida geral com as obrigações de a Romênia deixar a defesa e com a Turquia empolgada em ampliar o marcador. Güler poderia se consagrar de vez no embate não fosse voo de Radu para espalmar sua batida forte.
Depois de abandonar de vez a defesa, a Romênia voltou a parar na travessia, desta vez na batida de Mihaila, que cobriu o rosto de raiva após falhar na rara chance dos visitantes. Ele ainda viu outro companheiro, no mesmo lance, também carimbar a travessia, mas em impedimento. A Turquia se fechou, não passou mais apertos e festejou o aperto e a vitória gigantesca.