INVESTIGAÇÃO FEDERAL

Relator da CPI do INSS solicita à PF apuração contra Leila Pereira, presidente do Palmeiras

Deputado Alfredo Gaspar inclui Leila Pereira em pedido de investigação da Polícia Federal por supostas irregularidades no leilão da folha do INSS.

Publicado em 27/03/2026 às 18:28
Leila Pereira Reprodução / Instagram

O relator da CPI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitou que Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa, seja investigada pela Polícia Federal devido a uma "controvérsia sobre o leilão da folha de pagamento de benefícios do INSS". Procurada, a dirigente não respondeu aos contatos da reportagem.

Em seu relatório final, apresentado nesta sexta-feira, Gaspar argumenta que a "incipiência da investigação" e o encerramento da CPMI, após decisão do STF que barrou a prorrogação das investigações, justificam a necessidade de apuração pela PF.

O deputado acusa Leila Pereira de cinco crimes: falsidade ideológica, participação na inserção de dados falsos em sistema de informática, estelionato eletrônico e previdenciário, gestão fraudulenta e temerária, além de crime contra a economia popular.

Em abril de 2025, a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes do leilão para administrar a folha de pagamento de benefícios do INSS, referente ao período de 2025 a 2029. O contrato ultrapassou R$ 12 bilhões, superando acordos firmados com grandes bancos de varejo.

Segundo o relatório, o acúmulo de denúncias contra a instituição financeira, incluindo relatos de coação para abertura de contas e cobranças indevidas, levou ao rompimento do contrato pelo órgão em agosto do ano passado.

"De se observar que a base de contratos operados pela Crefisa junto ao INSS apresentou uma expansão relevante nos últimos anos, saltando de 2.921 contratos em 2020 para 2.155.946 em 2023, de modo que o potencial lesivo de práticas irregulares se torna sobremaneira expressivo ano após ano", escreveu Gaspar no relatório final da CPI, que soma mais de 4 mil páginas.

Leila foi convocada como testemunha a depor na comissão, mas obteve decisão favorável do ministro do STF Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus permitindo que ela não comparecesse ao depoimento.