Artur chega ao São Paulo por empréstimo com opção de compra e reforça confiança em Roger Machado
Atacante é contratado junto ao Botafogo e pode estrear contra o Internacional; cláusula permite compra em caso de proposta do exterior.
O São Paulo oficializou nesta sexta-feira a contratação do atacante Artur, emprestado pelo Botafogo até o fim da temporada. O reforço chega como peça-chave para o técnico Roger Machado, que planeja reformular o time e abandonar o esquema com três volantes herdado de Hernán Crespo. O acordo foi firmado no último dia da janela de transferências.
Uma das principais barreiras na negociação era uma cláusula que obrigava o São Paulo a liberar Artur caso recebesse proposta do exterior. O jogador tinha expectativas de ofertas do Catar, país cuja liga chegou a suspender partidas devido a conflitos no Oriente Médio. Apesar da retomada dos jogos, o cenário permanece incerto diante da guerra no Irã.
A cláusula foi revista e, agora, o São Paulo terá prioridade para adquirir 60% dos direitos econômicos de Artur por 6 milhões de euros (cerca de R$ 36,1 milhões) caso algum clube estrangeiro manifeste interesse. O pagamento, se efetuado, será feito apenas a partir de 2027.
A estreia de Artur está prevista para o confronto contra o Internacional, na volta do São Paulo após a Data Fifa pelo Campeonato Brasileiro. Roger Machado deve promover mudanças no time titular para a partida.
O treinador planeja desfazer o trio de volantes — Bobadilla, Marcos Antônio e Danielzinho — e adotar um esquema com pontas. Ferreirinha deve atuar pelo lado esquerdo, Cauly pela direita, enquanto Artur surge como opção no ataque. Outra alteração prevista é a utilização de Luciano como meia ofensivo, ao lado de Calleri, deixando de atuar como segundo atacante.
A chegada de Artur e as mudanças promovidas por Roger Machado evidenciam o respaldo da diretoria ao treinador, mesmo sob críticas da torcida. Roger foi escolhido após avaliação de que Hernán Crespo não mantinha o compromisso esperado com o clube.
O executivo Rui Costa reconhece o aumento da pressão, inclusive entre conselheiros que cobram o presidente Harry Massis Júnior sobre os recentes movimentos no departamento de futebol. Apesar disso, a diretoria mantém convicção na troca do comando técnico.